sábado, 14 de maio de 2022
DE PROFUNDIS - EPÍSTOLA IN CARCERE ET VINCULIS (RS) - CRÍTICA
terça-feira, 26 de abril de 2022
O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO - NOSSO RICARDO III - CRÍTICA
VISÃO ALEGÓRICA DE ACORDO COM O NOSSO TEMPO
Por Diego Ferreira*
“O inverno do nosso descontentamento – nosso Ricardo III” é uma visão atual e particular da tragédia Ricardo III do
Shakespeare, e não apenas uma visão, mas afirmo que trata-se de uma
reinvenção iluminada da obra do bardo. Creio que não existe momento melhor para
trazer a tona o contexto contido na obra. No Brasil atual vivemos um momento de
muito descontentamento no que tange a política e obvio que isso reflete em
todos os campos da sociedade. Vivemos em tempos de guerras, de autoritarismo, de
tiranos que fazem o que for necessário para chegar ao poder e manter-se por lá,
independente do que for necessário fazer, inclusive a tentativa de acabar com a democracia. E essa visão da Cia Teatro ao Quadrado juntamente com a
presença de Luciano Alabarse, de certo modo expressa todo o nosso descontentamento parafraseando o
título do espetáculo. Ricardo III é o primeiro protagonista de
Shakespeare a alcançar um status icônico e viver, por assim dizer, por direito
próprio; ele domina a própria peça em sua ascensão implacável ao poder,
lembrando muito um genocida autoritário tupiniquim, e esse gancho foi
extremamente articulado na montagem, tanto é que tem
cenas hilárias (riso de nervoso) que trazem a figura deste inominável.
Marcelo Adams é um ator-supremo, um camaleão que se transforma de
acordo com a platéia a que se dirige. Já tive o prazer de vê-lo em outras tantas interpretações memoráveis como “Édipo” e também no espetáculo “Os homens do
triângulo cor de rosa” que na minha opinião tinha sido talvez o melhor trabalho
de atuação que assisti do Marcelo e um dos melhores trabalhos do grupo, quiçá um dos melhores espetáculos do nosso teatro, mas que bom que os anos passam, e a maturidade chega ( e
entenda maturidade tanto de vida quanto profissional) e eis que mais uma vez
o ator nos arrebata com um tour de force que impressiona do inicio ao fim do
espetáculo. Assim como a imagem de Hamlet com a caveira é icônica, Ricardo III
é marcado pela deformidade física; sua vilania se traduz também em seu corpo. E
é justamente esse corpo que é a tônica da produção. Um corpo moldado ali, na
frente do espectador, assim como o oleiro molda o barro, e talvez seja essa a metáfora que melhor qualifica o trabalho de Marcelo e Margarida nessa produção, ou seja, esse corpo/barro, moldado pelas mãos do oleiro/Alabarse que ao longo da produção vai se construindo e esvaindo no tempo/espaço mas impregnando a nossa compreensão através da narrativa posta em cena. Marcelo Ádams no papel título está deslumbrante em sua composição e a forma ética que constrói o seu trabalho é impressionante, mas impossível não se curvar ao trabalho de Margarina Leoni Peixoto que pauta o seu trabalho na criação de figuras que orbitam o universo construído por Ádams, que muitas vezes nem falas ou texto tem, porém a sua presença é de uma energia magnetizante que bastam para preencher todos os espaços possíveis do palco. A interpretação de Margarida é tão marcante e tão meticulosa que em muitos momentos ela rouba o foco com sua presença silenciosa porém poderosa, com suas construções hilárias e tocantes como a figura da criança.
O texto Shakespeareano está lá em toda sua glória, começando com “Este é o inverno de nosso descontentamento”, assim como “Um cavalo! Um cavalo! Meu reino por um cavalo!”, perfeitamente dentro de contexto, apesar da existência de um espaço inóspito cheio de macas e restos de hospitais, palanques e cavalos, sim cavalos de brinquedo, muitos cavalos. Assim como a dramaturgia, o cenário nos coloca num lugar de deformidades, de pedaços, de fragmentos que denunciam toda uma doença que a humanidade está inserida e clamando por cura e esse olhar cirúrgico dos criadores do espetáculo nos mostram que através da arte, principalmente uma arte política, seja o principal caminho para uma cura coletiva e não somente isso, mas a abertura de um diálogo que retome o caminho no fortalecimento da democracia. Uma encenação que nos oferece uma visão alegórica de acordo com o nosso tempo sobre a ascenção e queda da tirania ao poder. A ascenção já assistimos e vimos no que deu, agora estamos aguardando a queda do genocida tupiniquim e ela está próxima.
FICHA TÉCNICA: Encenação: LUCIANO ALABARSE Atuação: MARCELO ÁDAMS e MARGARIDA PEIXOTO Dramaturgia: LUCIANO ALABARSE, MARCELO ÁDAMS e MARGARIDA PEIXOTO, a partir de A tragédia do rei Ricardo III, de William Shakespeare Produção executiva: JAQUES MACHADO E LINCOLN CAMARGO Figurinos: ANTONIO RABÀDAN Cenografia: LUCIANO ALABARSE Iluminação: MAURÍCIO MOURA e JOÃO FRAGA Trilha sonora pesquisada: MARCELO ÁDAMS e LUCIANO ALABARSE Operação de sonoplastia: LUIZ MANOEL Produção: CIA TEATRO AO QUADRADO e LUCIANO ALABARSE Identidade visual: DÍDI JUCÁ Costureira: MARIA JOSÉ LEONI Divulgação: AGÊNCIA CIGANA Fotografias: ALISSON PHERNANDES Realização: CIA TEATRO AO QUADRADO 20 ANOS
*Diego Ferreira é Dramaturgo, Diretor, Professor e Crítico Teatral. Graduado em Teatro UERGS/2009. Estudou Letras na FAPA/2002. Coordena o Núcleo de Dramaturgia do RS. Editor do blog Olhares da Cena. Professor do Espaço do Ator e da extensão na UNISINOS. Produziu “Três tempos para a dramaturgia negra no RS” contemplado no edital Diversidade nas Culturas da Fundação Marcopolo. Vencedor do Prêmio Açorianos de Teatro 2021 na categoria Ação Periférica. indicado em três categorias no Prêmio Açorianos 2021.
terça-feira, 5 de abril de 2022
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O 12º PRÊMIO OLHARES DA CENA - 2022
Prezado Produtor
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022
VENCEDORES DO 11º OLHARES DA CENA - Edição 2020/2021
TEATRO
ADULTO
HOMENAGEM
Claudio
Etges
PROJETO
ESPECIAL
MOSTRA
CURA DE ARTES CENICAS NEGRAS DE PORTO ALEGRE
INOVAÇÃO
DIGITAL
GRUPOJOGO
de Experimentação Cênica
TRILHA
SONORA
Vitório
O. Azevedo – HIPERGAIVOTA
ILUMINAÇÃO
Casemiro
Azevedo – MANUAL PARA NÁUFRAGOS
FIGURINO
Gustavo
Diestmann - MANUAL PARA NÁUFRAGOS
ATRIZ
/ PERFORMER
Hayline
Vitória – A ÚLTIMA NEGRA
ATOR
/ PERFORMER
Paulo
Flores – QUASE CORPOS – EPISÓDIO I: A ÚLTIMA GRAVAÇÃO
DRAMATURGIA
Ana Luiza da Silva e Jezebel De Carli, colaboração:
Vika Schabbach – TERRA
ADORADA
DIREÇÃO
Tainah
Dadda - MANUAL PARA NÁUFRAGOS
ESPETÁCULO POP
A ÚLTIMA NEGRA
ESPETÁCULO
/ VÍDEO – TEATRO e afins
MANUAL
PARA NÁUFRAGOS
TEATRO
INFANTO-JUVENIL
PROJETO ESPECIAL
JU e JU
EM TEMPOS DE ISOLAMENTO
TRILHA SONORA
Márcio
Petracco, Pedro Rocha Petracco e Francisco Harzheim Petracco – SR. ESQUISITO
FIGURINO
Cia Gente
Falante - XIRÊ DAS ÁGUAS – ORAYEYÊ ÔH
ILUMINAÇÃO
Cia Gente
Falante - XIRÊ DAS ÁGUAS – ORAYEYÊ ÔH
ATRIZ
Pam
Magalhães – ZULEKA, E O TESOURO DO PIRATA CARECA
ATOR
Phill -
PAPO DE CRIANÇA
DRAMATURGIA
Viviane
Juguero e Jorge Rein - PETECA PIÃO E PIQUE PESSOA
DIREÇÃO
Arlete Cunha, Evandro Soldatelli e Rodrigo Vrech -
SR. ESQUISITO
ESPETÁCULO POP
ZULEKA E O TESOURO DO PIRATA CARECA
ESPETÁCULO / VÍDEO – TEATRO e afins
PAPO DE
CRIANÇA
DANÇA
INOVAÇÃO DIGITAL
ENTRE
TRILHA SONORA
Thiago
Ramil - VERNIX
FIGURINO
Luiz
Augusto Lacerda - O FEMININO SAGRADO
ILUMINAÇÃO
Voltaire
Barbieri – ASPECTO IN
BAILARINA/ PERFORMER
Rita Rosa
Lende – PEÇA
BAILARINO / PERFORMER
Guilherme
Gonçalves – ASPECTO IN
DIREÇÃO
Renata de
Lélis - VERNIX
ESPETÁCULO POP
A CASA VAZIA
ESPETÁCULO/ VÍDEO-DANÇA/PERFORMANCE e AFINS
VERNIX
terça-feira, 11 de janeiro de 2022
INDICAÇÕES AO 11º PRÊMIO OLHARES DA CENA - EDIÇÃO VIRTUAL
2020/2021 não foram
anos para comemorações em função da pandemia da Covid-19, e por todo o caos
político que nosso país vive. Por outro lado seria injusto não celebrar a
importância dos espetáculos realizados nos dois anos de reclusão e iniciativas
daqueles que bravamente enfrentaram outras linguagens para oferecer ao público
o que se convencionou chamar de teatro virtual. O “Olhares da Cena” acredita
que dessa forma conseguiu enaltecer os esforços para celebrar o teatro que se
reinventou, se provou e cresceu. Mas sem esquecer-se de refletir os anos tão
duro que foi de luta para artistas e técnicos.
Os vencedores serão divulgados através nas redes sociais do Olhares da Cena @olharesdacena no dia 11 de fevereiro.
INDICAÇÕES 11º PRÊMIO OLHARES DA CENA
TEATRO ADULTO
PROJETO ESPECIAL
PAPO DE CENA – GRUPOJOGO de Experimentação Cênica
EDIFÍCIO CRISTAL – Cia. INCOMODE-TE
MOSTRA CURA DE ARTES CENICAS NEGRAS DE PORTO ALEGRE
IMOBILHADOS NA QUARENTENA
MOSTRA UMBÚ DE ARTES
INOVAÇÃO DIGITAL
GRUPOJOGO de Experimentação Cênica
HIPERGAIVOTA – Coletivo Errática
MACUMBA VIRTUAL
MANUAL PARA NÁUFRAGOS
1964 EM HQ de Chico Machado
TRILHA SONORA
Poejo – VOZ PARA CUMANÁ
Angelo Primon – EDIFICIO CRISTAL e CLASSE CORDIAL
Álvaro RosaCosta – A ÚLTIMA NEGRA e A VÓ DA MENINA
Vitório O. Azevedo – HIPERGAIVOTA
João Pedro Cé e Vini Silva - CORPOS DITOS
Richard Serraria – PÁGINAS AMARELAS – VIDA E OBRA DE CAROLINA MARIA DE JESUS
ILUMINAÇÃO
Casemiro Azevedo – MANUAL PARA NÁUFRAGOS
Ricardo Vivian – DERROTA
Ricardo Vivian – EDIFICIO CRISTAL
Henrique Strieder – QUE PALAVR4 SERÁ?
Nara Maia – PALÁCIO DO FIM
FIGURINO
Gustavo Diestmann – HIPERGAIVOTA
Gustavo Diestmann - MANUAL PARA NÁUFRAGOS
Liane Venturella e Carlos Ramiro Fensterseifer – PALÁCIO DO FIM
Margarida Rache – VAI PASSAR
Cia. Espaço em Branco – TOCAR PARAÍSO
ATRIZ / PERFORMER
Ana Luiza da Silva – TERRA ADORADA
Deborah Finocchiaro – CLASSE CORDIAL
Liane Venturella – DERROTA
Jezebel de Carli – HIPERGAIVOTA
Hayline Vitória – A ÚLTIMA NEGRA
Valéria Barcellos – ENSAIO SOBRE A CEBOLA
ATOR / PERFORMER
Gustavo Diestmann – HIPERGAIVOTA
Eduardo D’ávila - MANUAL PARA NÁUFRAGOS
Bruno Cardoso - CORPOS DITOS
Luciano Mallman – ÍCARO
Paulo Flores – QUASE CORPOS – EPISÓDIO I: A ÚLTIMA GRAVAÇÃO
DRAMATURGIA
Nicolas Beidacki - MANUAL PARA NÁUFRAGOS
Carlos Ramiro, Liane Venturella, Nelson Diniz – EDIFICIO CRISTAL
Thiago Silva – CLASSE CORDIAL
Clóvis Massa e Gabriel Fontoura – VOZ PARA CUMANÁ
Pedro Bertoldi – A ÚLTIMA NEGRA
Ana Luiza da Silva e Jezebel De Carli, colaboração: Vika Schabbach – TERRA ADORADA
DIREÇÃO
Tainah Dadda - MANUAL PARA
NÁUFRAGOS
Francisco Gick – HIPERGAIVOTA
Camila Bauer e Silvana Rodrigues – A ÚLTIMA NEGRA
Alexandre Dill e Gabriel Pontes - QUE PALAVR4 SERÁ?
Bruno Fernandes e Silvana Rodrigues - CORPOS DITOS
ESPETÁCULO / VÍDEO – TEATRO e afins
MANUAL PARA NÁUFRAGOS
HIPERGAIVOTA
A ÚLTIMA NEGRA
CORPOS DITOS
ÍCARO
INVISIVEIS – HISTÓRIAS PARA ACORDAR
TEATRO INFANTO-JUVENIL
PROJETO ESPECIAL
JU e JU EM TEMPOS DE ISOLAMENTO
ZULEKA, E O TESOURO DO PIRATA CARECA
PAPO DE CRIANÇA
TRILHA SONORA
Viviane Juguero – PETECA PIÃO E PIQUE PESSOA
Luiz Manoel Oliveira - PAPO DE CRIANÇA
Márcio Petracco, Pedro Rocha Petracco e Francisco Harzheim Petracco – SR. ESQUISITO
Gustavo Finkler e Renata Mattar – XIRÊ DAS ÁGUAS – ORAYEYÊ
ÔH
FIGURINO
Ligia Rigo – SR. ESQUISITO
Éder Rosa - PETECA PIÃO E PIQUE PESSOA
XIRÊ DAS ÁGUAS – ORAYEYÊ ÔH
ILUMINAÇÃO
Nara Maia – SR. ESQUISITO
Cia Gente Falante - XIRÊ DAS ÁGUAS – ORAYEYÊ ÔH
Fabi Santos - PETECA PIÃO E PIQUE PESSOA
ATRIZ
Pam Magalhães – ZULEKA, E O TESOURO DO PIRATA CARECA
Arlete Cunha – SR. ESQUISITO
Juliana Johann – JU E JU EM TEMPOS DE ISOLAMENTO
Cíntia Ferrer - PETECA PIÃO E PIQUE PESSOA
Bruna Casali - PAPO DE CRIANÇA
ATOR
Rodrigo Reis - ZULEKA, E O TESOURO DO PIRATA CARECA
Evandro Soldatelli – SR. ESQUISITO
Paulo Martins Fontes - XIRÊ DAS ÁGUAS – ORAYEYÊ ÔH
Phill - PAPO DE CRIANÇA
Juliano Camargo Felix – JU E JU EM TEMPOS DE PANDEMIA
DRAMATURGIA
Laboratório – Escola de Arte Popular - ZULEKA, E O TESOURO DO PIRATA CARECA
Viviane Juguero e Jorge Rein - PETECA PIÃO E PIQUE PESSOA
Ana de David, Danuta Zaghetto e Maurício Schneider – PAPO DE CRIANÇA
Paulo Martins Fontes - XIRÊ DAS ÁGUAS – ORAYEYÊ ÔH
Arlete Cunha, Evandro Soldatelli e Rodrigo Vrech - SR. ESQUISITO
DIREÇÃO
Bruno Flores Prandini - ZULEKA, E O TESOURO DO PIRATA CARECA
Ana de David, Danuta Zaghetto e Maurício Schneider – PAPO DE CRIANÇA
Arlete Cunha, Evandro Soldatelli e Rodrigo Vrech - SR. ESQUISITO
Liane Venturella - XIRÊ DAS ÁGUAS – ORAYEYÊ ÔH
Izabel Cristina e Viviane Juguero - PETECA PIÃO E PIQUE
PESSOA
ESPETÁCULO / VÍDEO – TEATRO e
afins
ZULEKA, E O TESOURO DO PIRATA CARECA
SR. ESQUISITO
XIRÊ DAS ÁGUAS – ORAYEYÊ ÔH
PETECA PIÃO E PIQUE PESSOA
PAPO DE CRIANÇA
DANÇA
INOVAÇÃO DIGITAL
VERNIX
O QUE HÁ EM NÓS
ENTRE
TRILHA SONORA
Maestro Marco Farias – O FEMININO SAGRADO
Thiago Ramil - VERNIX
Giovani Capeletti e Diego Zarcon – A CASA VAZIA
Eduardo Xavier – ASPECTO IN
Vini Fontoura - ENTRE
FIGURINO
Luiz Augusto Lacerda - O FEMININO SAGRADO
Graziela Silveira – A CASA VAZIA
Guilherme Gonçalves - ASPECTO IN
Tatiana Goldenberg – PELAS MÃOS
Pequenice – Arte e Educação - ENTRE
ILUMINAÇÃO
Carol Zimmer – PEÇA
Felipe Farinha – DIÁLOGOS ENTRE CORPOS E RODAS
Leandro Gass – TRANSLÚCIDO
Voltaire Barbieri – ASPECTO IN
Voltaire Barbieri - PELAS MÃOS
BAILARINA/ PERFORMER
Rita Rosa Lende – PEÇA
Fernanda Bertoncello Boff – ENTRE
Marilice Bastos – TRANSLÚCIDO
Ana Guasque – ESGOTAMENTO ESGOTADO ESGOTO
Graziela Silveira – A CASA VAZIA
BAILARINO / PERFORMER
Rodolfo Rucheinsky – VERNIX
Daniel Cavalheiro – PELAS MÃOS
Felipe Óladálé – VERNIX
Gabriel Martins – ENTRE
Guilherme Gonçalves – ASPECTO IN
DIREÇÃO
Iara Deodoro - O FEMININO SAGRADO
Fernanda Bertoncello Boff – O QUE HÁ EM NÓS e ENTRE
Renata de Lélis - VERNIX
Carol Martins – ASPECTO IN
Wagner Ferraz – PELAS MÃOS
ESPETÁCULO/
VÍDEO-DANÇA/PERFORMANCE e AFINS
O FEMININO SAGRADO
PEÇA
VERNIX
ENTRE
A CASA VAZIA
ASPECTO IN
PELAS MÃOS
O "Olhares da Cena" é editado por Diego Ferreira: Dramaturgo, Diretor, Professor e Crítico Teatral. Graduado em Teatro UERGS/2009. Estudou Letras na FAPA/2002. Coordena o Núcleo de Dramaturgia do Espaço do Ator. Editor do blog Olhares da Cena. Professor do Espaço do Ator e da extensão na UNISINOS. Produziu “Três tempos para a dramaturgia negra no RS” contemplado no edital Diversidade nas Culturas da Fundação Marcopolo. Foi indicado no Prêmio Açorianos 2021 em 3 categorias: Olhares da Cena na categoria Ação Formativa e o projeto "Três tempos para a dramaturgia negra no RS" nas categorias Ação Formativa e Ação Periférica. E venceu o Açorianos na categoria Açao Periférica com o projeto "Três tempos para a dramaturgia negra no RS.
domingo, 28 de novembro de 2021
HIPERGAIVOTA -- MOSTRA UMBÚ DE ARTES
SUSPENSÃO DO COTIANO ATRAVÉS DE
VIVÊNCIA INTERATIVA
por Diego Ferreira – Especial Mostra
Umbú de Artes*
HIPERGAIVOTA é uma experiência digital,
um desdobramento do espetáculo “Dispositivo Gaivota” do Coletivo Errática.
Trata-se de uma plataforma que o espectador vai explorando através dos seus
próprios gestos e cliques, e que dentro da Mostra Umbú de Artes o olhar do
espectador foi guiado por um integrante do grupo que ia escolhendo em qual das
janelas nós íamos olhar, adentrar e experimentar. “Hipergaivota” é uma das
melhores experiências artísticas dos últimos tempos pela inventividade,
inovação e por permitir ao navegador desbravar outras searas, através de uma
vivência interativa e criativa.
Uma peça de teatro desse tempo, para
esse tempo, diz o texto de abertura, e de fato se configura dessa forma. Um
experimento sobre o tempo. Sobre o espaço, mesmo questionando que espaços são
estes, espaços fugazes e efêmeros. Nossos dedos passeiam nervosos por salas, e
cada clique abre-se uma nova possibilidade estética, uma nova visão de um
pequeno mundo que se agiganta diante de nós. Fragmentos de textos, imagens,
performances, sons e uma infinidade de possibilidades de juntar partes de um
grande quebra-cabeça emotivo, afetivo e sensorial. O nosso papel enquanto espectador
é ir entrando nas salas, absorvendo e sentindo cada proposta, brincar, se
divertir e a partir daí se colocar também no jogo, enquanto peça fundamental.
Diante de todas as incertezas que vivemos no mundo diante de uma pandemia,
quando não sabemos do dia de amanhã, ainda surgem projetos e propostas
artísticas que te tiram do eixo, que provocam uma suspensão no seu cotidiano.
“Hipergaivota” é um mergulho para dentro, pois enquanto se volta para os dramas
e tensões das personagens do universo de Tchekhov, também são desvelados o
universo e estrutura dos performes, fragmentos de um cotidiano em suspensão,
frestas de banheiros, quartos, salas e quintais, travessias que me reportam de
Porto Alegre até Boston, tudo sob um olhar que coloca em evidencia a máquina do
fazer artístico, a nova possibilidade de criação a partir do estar dentro, do
estar apartado de um todo, do seu coletivo, de sua tribo, mas mesmo assim
existe vida, existe criação e existe reverberação potente do lado de cá.
“Hipergaivota” é uma grande
possibilidade de composições a partir das cenas e dos dispositivos e das
ligações que o espectador vai construindo com partes ou com o todo. Impossível
tecer qualquer comentário estilístico ou de atuação quando o projeto requer
apenas EXPERIÊNCIA. Sim, uma experiência viva pautada pela usina criativa e
virtualizada que é essa “Hipergaivota”. E a exibição dentro da Mostra Umbú
terminou com uma performance que brincava com um jogo de composição através de
palavras que teve participação dos atores do coletivo de da platéia. UMA
EXPERIENCIA VIVA, e que me fez ter o gostinho de voltar ao modo presencial que
ainda não tinha experimentado nesse período pandêmico.
Parabéns ao Coletivo Errativa que
juntamente com o Grupojogo não somente agora, mas a algum tempo tem ventilado
as artes cênicas do estado com propostas inventivas e inovadoras mas sem
desconectar do humano, e por isso são projetos
universais.
Ficha técnica
Direção e Concepção: Francisco Gick
Dramaturgia e Código: Francisco Gick a
partir de “A Gaivota” de Anton Tchekhov
Adaptação: Coletivo Errática
Elenco: Claudio Loimil, Jezebel De
Carli, João Pedro DeCarli, Guega Peixoto, Luan Silveira, Gustavo Dienstmann,
Mani Torres e Nina Picoli
Trilha Sonora: Vitório O. Azevedo
Figurino: Gustavo Dienstmann
Concepção e Criação de plataforma:
Francisco Gick
Duração: 60 min
Recomendação etária: 18 anos
*Diego Ferreira é
Dramaturgo, Diretor, Professor e Crítico Teatral. Graduado em Teatro
UERGS/2009. Estudou Letras na FAPA/2002.
Coordena o Núcleo de Dramaturgia do Espaço do Ator. Editor do blog
Olhares da Cena. Professor do Espaço do Ator e da extensão na UNISINOS.
Produziu “Três tempos para a dramaturgia negra no RS” contemplado no edital
Diversidade nas Culturas da Fundação Marcopolo. Foi indicado no Prêmio
Açorianos 2021 em 3 categorias: Olhares da Cena na categoria Ação Formativa e o
projeto "Três tempos para a dramaturgia negra no RS" nas categorias
Ação Formativa e Ação Periférica.
CLASSE CORDIAL - MOSTRA UMBÚ DE ARTES
O IMAGINÁRIO DA LOUCURA EM CLASSE CORDIAL
Por Diego Ferreira - Especial MOSTRA
UMBU DAS ARTES*
"Classe Cordial" é um projeto hibrido que
mistura teatro, vídeo e performance. O projeto faz uma abordagem sobre
exclusão, loucura e reformas antimaniconiais que se projeta no tempo/espaço
através do poético e performático numa perspectiva do imaginário social,
mobilizando questões que através do texto e poesia da dramaturgia de Thiago
Silva e da presença da Deborah Finocchiaro multiplica essas vozes que falam de
opressão, de encarceramento, exclusão, e de privações de direitos
humanos. Um corpo no espaço. Uma atriz. Uma tela. Uma janela. Um corpo no
espaço que provoca tensões através do silenciamento. Um corpo no espaço
habitado por vozes, palavras e sons. Som e presença. Som e poesia. Poesia
sonora primorosa de Ângelo Primon que preenche as arestas e cava espaços nessa
narrativa de clausura. A dramaturgia de Thiago Silva ganha vida através de uma
leitura visceral realizada pela Deborah Finocchiaro, as palavras de Thiago
ganham peso e sentido através desse experimento dirigido pelo jovem e
experiente Jardel Rocha que nesse trabalho transborda criatividade e o que
vemos é uma segurança criativa e inventiva num terreno que talvez não seja o
dele que é essa arte digital que dialoga com a performance, o teatro, o cinema,
mas que ele triunfa. O texto é poético, político, é denuncia, é história, é
dramaturgia necessária justamente nesse tempo de clausura que vivemos. Um texto
profundo e aprofundado que traz a luz temas que muitas vezes as pessoas querem
esquecer.
Taí mais um projeto pandêmico que consegue se
sobressair no meio de tantos projetos que não conseguiram se adaptar a essa
nova realidade do fazer artístico. Uma parceria de sucesso entre as duas
companhias Nômade: Teatro e Pesquisa Cênica e Companhia de Solos & Bem
Acompanhados
FICHA TÉCNICA
Ideia Original e Dramaturgia: Thiago Silva Concepção de Encenação e Direção:
Jardel Rocha Atuação: Deborah Finocchiaro Trilha Sonora Original: Angelo Primon
Iluminação: Everton Wilbert Vieira Figurinos: Deborah Finocchiaro e Jardel
Rocha Chapéu : Rosina Duarte Assessoria de pesquisa: Gabriela Touguinha
Tradução para libras: Celina Nair Xavier Neta Edição e finalização: Jardel
Rocha Produção do projeto: Jardel Rocha Assessoria de imprensa: Bebê Baumgarten
Parceria cultural: Nômade: Teatro e Pesquisa Cênica e Companhia de Solos &
Bem Acompanhados Apoio: Fundação Ecarta, FM Cultura - 107.7 e Rádio Univates FM
95.1 Projeto executado através do Edital Criação e Formação Diversidade das
Culturas realizado com recursos da Lei Aldir Blanc n° 14.017/20.
*Diego Ferreira é
Dramaturgo, Diretor, Professor e Crítico Teatral. Graduado em Teatro
UERGS/2009. Estudou Letras na FAPA/2002.
Coordena o Núcleo de Dramaturgia do Espaço do Ator. Editor do blog
Olhares da Cena. Professor do Espaço do Ator e da extensão na UNISINOS.
Produziu “Três tempos para a dramaturgia negra no RS” contemplado no edital
Diversidade nas Culturas da Fundação Marcopolo. Foi indicado no Prêmio
Açorianos 2021 em 3 categorias: Olhares da Cena na categoria Ação Formativa e o
projeto "Três tempos para a dramaturgia negra no RS" nas categorias
Ação Formativa e Ação Periférica.


