domingo, 15 de janeiro de 2023

LISTA DE INDICADOS AO 12º PRÊMIO OLHARES DA CENA/2022



Então chegou o grande dia de revelar quem foram os espetáculos indicados ao 12º Prêmio Olhares da Cena, um reconhecimento aos artistas do estado que nos últimos anos foram tão massacrados mas que seguem resistindo. Resistência também é a tônica do blog e página Olhares da Cena que ao longo de tantos anos vem cobrindo a cena local através de críticas, divulgação e reconhecimento através do Prêmio Olhares da Cena sem nenhum incentivo financeiro. Esse ano contamos com a presença maravilhosa dos queridos: @alesouzale @diegodacostaferreira2017 @nicolasbeidacki @rodrixmarquez que aceitaram o desafio de compor nossa comissão. Deixamos aqui nosso agradecimento a todos espetáculos inscritos e vamos aos indicados nas três categorias: Teatro Digital, Adulto e Infanto-Juvenil. Que tenhamos um 2023 repleto de arte, um Ministério da Cultura forte e muitas estreias e temporadas!!!

A revelação dos vencedores será no dia 28/01 através das nossas redes sociais e aqui no blog. 


INDICADOS AO 12º PRÊMIO OLHARES DA CENA 2022

 

TEATRO DIGITAL

*Tentilhão

*A história de um lugar

*Cidade ao Mar

 

TEATRO ADULTO

 

MAQUIAGEM

*Cia Teatro ao Quadrado – O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO – NOSSO RICARDO III

*Jennifer Ribeiro – TENTILHÃO

* Anildo Böes, Camila Falcão, Manoela Wunderlich e Martina Fröhlich – TRAGO SORTE MENTIRA E MORTE

 


DESIGN GRÁFICO/IDENTIDADE VISUAL

*Pomo Estúdio - DE PROFUNDIS – EPISTOLA IN CARCERE ET VINCULIS

*Jaques Machado - SOBREVIDA

*Didi Jucá – GABINETE DE CURIOSIDADES

*Giovana Nogueira e Pamela Manica - BRANCO


FOTOGRAFIA DE CENA

*Alisson Phernandes - O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO – NOSSO RICARDO III

*Júlio Appel – PRÉDIOS ESPELHADOS MATAM PASSARINHOS

*Júlio Appel – GABINETE DE CURIOSIDADES

*Vilmar Carvalho - DE PROFUNDIS – EPISTOLA IN CARCERE ET VINCULIS

*O grupo - BRANCO



TRILHA SONORA

 

*Marcelo Adams e Luciano Alabarse - O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO – NOSSO RICARDO III

*GRUPOJOGO - PRÉDIOS ESPELHADOS MATAM PASSARINHOS

*Grupo Cerco e Banda - TRAGO SORTE MENTIRA E MORTE

* Régis Moewius - TENTILHÃO

 


ILUMINAÇÃO

*Mauricio Moura e João Fraga - O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO – NOSSO RICARDO III

* Roger Santos – TENTILHÃO

* Henrique Strieder - PRÉDIOS ESPELHADOS MATAM PASSARINHOS

*Anilton Souza – OS DOIS E AQUELE MURO 

*Ricardo Vivian - SOBREVIDA



CENÁRIO

*Luciano Alabarse - O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO – NOSSO RICARDO III

*Alexandre Dill - PRÉDIOS ESPELHADOS MATAM PASSARINHOS

*Jony Pereira - OS DOIS E AQUELE MURO

*Luciano Alabarse – GABINETE DE CURIOSIDADES

* Diego Steffani - DE PROFUNDIS – EPISTOLA IN CARCERE ET VINCULIS



FIGURINO

*Antonio Rabádan - O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO – NOSSO RICARDO III

* Antonio Rabádan – GABINETE DE CURIOSIDADES

*Diego Steffani - DE PROFUNDIS – EPISTOLA IN CARCERE ET VINCULIS

*Valquíria Cardoso - TRAGO SORTE MENTIRA E MORTE

 


ATRIZ COADJUVANTE

*Margarida Peixoto - O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO – NOSSO RICARDO III

*Júlia Moreira - PRÉDIOS ESPELHADOS MATAM PASSARINHOS

*Elisa Heidrich - TRAGO SORTE MENTIRA E MORTE

*Camila Falcão - TRAGO SORTE MENTIRA E MORTE

*Martina Fröhlich - TRAGO SORTE MENTIRA E MORTE

 


ATOR COADJUVANTE

*Lucca Simas - PRÉDIOS ESPELHADOS MATAM PASSARINHOS 


*Guilherme Conrad - PRÉDIOS ESPELHADOS MATAM PASSARINHOS


*Anildo Böes - TRAGO SORTE MENTIRA E MORTE



ATRIZ

*Louise Pierosan - PRÉDIOS ESPELHADOS MATAM PASSARINHOS


*Arlete Cunha – GABINETE DE CURIOSIDADES


* Leticia Kleemann – TERAPIA DE CASAL


ATOR

*Marcelo Ádams - O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO – NOSSO RICARDO III

*Elison Couto - DE PROFUNDIS – EPISTOLA IN CARCERE ET VINCULIS

* Bruno Fernandes - TRAGO SORTE MENTIRA E MORTE

*Zé Adão Barbosa – GABINETE DE CURIOSIDADES

*Lucas Prado - BRANCO



DRAMATURGIA


*Luciano Alabarse, Marcelo Ádams e Margarida Peixoto - O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO – NOSSO RICARDO III


*Gabriel Pontes - PRÉDIOS ESPELHADOS MATAM PASSARINHOS

*Bela Becker – CIDADE AO MAR

*Bela Becker e Pedro Dargen – SOBRE ABRIR OS OLHOS E SE FECHAR EM MANTOS

*Jaques Machado – SOBREVIDA

*Lucas Prado - BRANCO

 

PRODUÇÃO

* Jaques Machado e Lincoln Camargo - O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO – NOSSO RICARDO III

*GRUPOJOGO - PRÉDIOS ESPELHADOS MATAM PASSARINHOS

*Daniela Lopes/Cardápio Cultural - TRAGO SORTE MENTIRA E MORTE

*Primeira Fila Produções Culturais – GABINETE DE CURIOSIDADES

* Jaques Machado Produções Artísticas – SOBREVIDA

*TOP Agencia Produtora – TERAPIA DE CASAL

 

 DIREÇÃO

*Luciano Alabarse - O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO – NOSSO RICARDO III

*Alexandre Dill - PRÉDIOS ESPELHADOS MATAM PASSARINHOS


* Inês Marocco e Kalisy Cabeda – TRAGO SORTE MERTIRA E SORTE

*Jaques Machado - SOBREVIDA


ESPETÁCULO 

* O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO – NOSSO RICARDO III

* PRÉDIOS ESPELHADOS MATAM PASSARINHOS

* TRAGO SORTE MERTIRA E SORTE

*GABINETE DE CURIOSIDADES

*SOBREVIDA

 

TEATRO INFANTIL

MAQUIAGEM

*Não houve indicados, apenas o vencedor


DESIGN GRÁFICO/IDENTIDADE VISUAL

*Gianna Soccol – AS AVENTURAS DE JOÃO, A PRINCESA E O TAPETE VOADOR


*Vergílio Lopes - OS SALTIMBANCOS – EM BUSCA DA LIBERDADE

*Pomo estúdio - BICHOLÓGICO

FOTOGRAFIA DE CENA

*Claudio Benevenga – BICHOLÓGICO

*Tom Peres - AS AVENTURAS DE JOÃO, A PRINCESA E O TAPETE VOADOR

*Artecolor e Bueno Fotografias - OS SALTIMBANCOS – EM BUSCA DA LIBERDADE

 

TRILHA SONORA

*Claudio Levitan – BICHOLÓGICO

*Guilherme Ferrêra e Suzi Martinez - AS AVENTURAS DE JOÃO, A PRINCESA E O TAPETE VOADOR

 

ILUMINAÇÃO

*Anderson Balheiro - BICHOLÓGICO 


*Patrik Simões - OS SALTIMBANCOS – EM BUSCA DA LIBERDADE

*Roger Santos - AS AVENTURAS DE JOÃO, A PRINCESA E O TAPETE VOADOR

 

CENÁRIO

*Diego Steffani – BICHOLÓGICO

*Guilherme Ferrêra e Suzi Martinez - AS AVENTURAS DE JOÃO, A PRINCESA E O TAPETE VOADOR

*Grupo Leva Eu - OS SALTIMBANCOS – EM BUSCA DA LIBERDADE

FIGURINO

*Titi Lopes - AS PRINCESAS E O PRÍNCIPE ENCANTADO

*Guilherme Ferrêra e Suzi Martinez - AS AVENTURAS DE JOÃO, A PRINCESA E O TAPETE VOADOR

* Laura Bauermann - OS SALTIMBANCOS – EM BUSCA DA LIBERDADE

 

ATRIZ COADJUVANTE

*Adriana Lampert - AS PRINCESAS E O PRÍNCIPE ENCANTADO

*Clarissa Siste - AS AVENTURAS DE JOÃO, A PRINCESA E O TAPETE VOADOR

ATOR COADJUVANTE

*Thiago de Souza - AS PRINCESAS E O PRÍNCIPE ENCANTADO

*Guilherme Ferrêra - AS AVENTURAS DE JOÃO, A PRINCESA E O TAPETE VOADOR 

*Juliano Félix - OS SALTIMBANCOS – EM BUSCA DA LIBERDADE


ATRIZ

*Pamela Machado - AS PRINCESAS E O PRÍNCIPE ENCANTADO

*Débora Rodrigues - BICHOLÓGICO

ATOR

*Henrique Gonçalves - AS AVENTURAS DE JOÃO, A PRINCESA E O TAPETE VOADOR 

*Igor Ramos - OS SALTIMBANCOS – EM BUSCA DA LIBERDADE

DRAMATURGIA

*Guilherme Ferrêra - AS AVENTURAS DE JOÃO, A PRINCESA E O TAPETE VOADOR

*Circo Girassol baseado nos poemas de Paula Taitelbaum - BICHOLÓGICO

PRODUÇÃO

*Falcão Produções Culturais - AS PRINCESAS E O PRÍNCIPE ENCANTADO

*Rococó Produções Artísticas e Culturais - AS AVENTURAS DE JOÃO, A PRINCESA E O TAPETE VOADOR 

*Raiar Produções e Grupo Teatral Leva Eu - OS SALTIMBANCOS – EM BUSCA DA LIBERDADE


DIREÇÃO

*Suzi Martinez - AS AVENTURAS DE JOÃO, A PRINCESA E O TAPETE VOADOR 

*Igor Ramos - OS SALTIMBANCOS – EM BUSCA DA LIBERDADE

ESPETÁCULO

*BICHOLÓGICO

* AS AVENTURAS DE JOÃO, A PRINCESA E O TAPETE VOADOR

* OS SALTIMBANCOS – EM BUSCA DA LIBERDADE

 


quinta-feira, 24 de novembro de 2022

BICHOLÓGICO (RS)


    PEQUENO QUEBRA-CABEÇA DE INVENÇÃO

*por Diego Ferreira    

"Bichológico" é uma pequenina peça de teatro voltado para a primeira infância. Um trabalho estimulante no sentido da recepção pois evidência o jogo teatral a partir de um divertido jogo de criação que provoca os pequenos espectadores num verdadeiro quebra-cabeças de invenção. O espetáculo parte do livro homônimo de Paula Teitelbaum e ganha vida nas mãos de Dilmar Messias, um mago do teatro dirigido a infância que está a frente do Circo Teatro Girassol a tantos anos e que segue nos presenteando com grandes obras cênicas, como é o caso de "Bichológico", que eu chamaria de pequenina obra de arte, pelo tamanho e extensão, porém de uma grande dimensão por direcionar a sua criação a uma faixa etária que precisa ser estimulada imageticamente e criativamente desde a tenra infância. E é exatamente que a produção faz através da presença da atriz Débora Rodrigues que é quem nos conduz nessa aventura de contar as pequenas histórias e montar e desmontar as as criaturas quer fazem parte da narrativa a partir da composição com figuras geométricas criadas com coloridos materiais sustentáveis e reciclados, que desenham e criar formas que geralmente são utilizadas como estímulo na educação infantil para desenvolver noções de espaço, coordenação motora, e memória visual. 
    Penso que o grande mérito dessa produção é justamente todo o conceito que a produção carrega de sustentabilidade e a manipulação das figuras que a priori são muitos simples, mas se tornam potentes pela forma, inteligência e criatividade com que são empregadas.  Nessa sentido Diego Steffani a frente da direção de arte foi muito feliz na construção dos elementos de "Bichológico", desde a escolha dos materiais, cores e formas, e também na questão das cores, onde se destaca o branco e depois as cores vão tomando conta do palco como se fosse uma grande tela de arte sendo preenchida pelas cores do cenário, figurino, das formas geométricas e todos os elementos utilizados. 
    Dilmar Messias conduz Débora Rodrigues que encanta a platéia pela leveza, equilíbrio e pela corporeidade com que emprega para a criação e transição das figuras. Sozinha em cena é a responsável por dar vida a inúmera figuras extremamente criativas. Acompanhando a cena temos a trilha de Cláudio Levitan que pontua aos quadros e auxilia na criação das narrativas. "Bichológico" é uma "jóinha" teatral voltada para a infância.      










FICHA TÉCNICA 
Com: Débora Rodrigues Baseado no livro de: Paula Taitelbaum Música de: Cláudio Levitan Arranjos: Kiti Santos Direção de Arte: Diego Steffani Iluminação: Anderson Balheiro Fotografia: Claudio Benevenga Fotografia Arte Gráfica: Pomo Estúdio Direção: Dilmar Messias


 *Diego Ferreira é Dramaturgo, Diretor, Professor e Crítico Teatral. Graduado em Teatro UERGS/2009. Estudou Letras na FAPA/2002. Coordena o Núcleo de Dramaturgia do RS. Integrante da Comissão Julgadora do 9º Concurso Nacional de Dramaturgia Carlos Carvalho promovido pela Coordenação de Artes Cênicas da Prefeitura de Porto Alegre. Editor do blog Olhares da Cena. Professor do Espaço do Ator e da extensão na UNISINOS. Produziu “Três tempos para a dramaturgia negra no RS” contemplado no edital Diversidade nas Culturas da Fundação Marcopolo. Vencedor do Prêmio Açorianos de Teatro 2021 na categoria Ação Periférica. 

terça-feira, 22 de novembro de 2022

GABINETE DE CURIOSIDADES (RS) - CRÍTICA

PONTE AFETIVA ENTRE ESPECTADOR E A CENA

                                                                                                                      *por Diego Ferreira

 

    

    "Gabinete de Curiosidades" é uma ode ao teatro, uma celebração, um ato de paixão a arte de representar. O espetáculo trás  reflexões sobre o papel do ator na sociedade,  através do encontro entre duas figuras Oneirópolos e Disoíonos, idosos residentes num asilo em Corruptúnia, um país imaginário, assim como o tempo que se passa em 2040. E como vemos no espetáculo, tempo e espaço nem tão imaginário assim de acordo com a narrativa apresentada e o paralelo com o Brasil atual. E é justamente sobre isso que gostaria de ressaltar, a força do teatro e o seu poder de transformação, e que essa força não acontece somente no palco, mas se esvai na platéia e se estabelece no cotidiano das pessoas principalmente pelos temas abordados na produção. 
    O eixo principal da narrativa proposta por Gilberto Schwartsmann evidencia o jogo teatral dos velhos atores e suas tentativas (e frustações) de criar um espetáculo original através de textos clássicos da dramaturgia mundial para concorrer a um prêmio público e isso por si só, já justifica a ida ao teatro. Mas juntamente com o eixo principal acompanhamos outras sub-narrativas que versam justamente sobre o envelhecimento da sociedade e a urgência de colocarmos esse tema em discussão, ainda mais no meio artístico, onde a busca pelo novo é sempre uma obsessão. Então colocar a história desses dois idosos em cena abre espaço para dialogar sob o viés do envelhecimento artístico, e é justamente ele que nos traz a aceitação das ambiguidades, das diferenças, do contraditório e abre espaço para uma diversidade de experiências. 
    Arlete Cunha e Zé Adão Barbosa são representantes já algum tempo do que há de melhor no nosso teatro, seja pelo seu trabalho na atuação mas também como figuras que carregam consigo uma representatividade ética com que encaram os seus trabalhos. Ambos profissionais experientes e que de certo modo refletem a vida dos personagens retratados no espetáculo, até mesmo porque alguns dos personagens retratados na dramaturgia já se materializaram nos palcos através desses atores. E mais uma vez a dupla de atores nos arrebatam com suas atuações e modo como nos conduzem nesse gabinete de curiosidades. Dois grandes atores com duas grandes atuações que nos levam do riso as lágrimas, através da humanidade com que encaram as suas criações, e isso nos toca de um modo muito afetivo e particular.
    E o mesmo serve para Luciano Alabarse com sua visão apurada de encenador que enxerga a cena como um todo, de um olhar atento e inspirador. Um desafio de ousadias e significações teatrais justamente por evidenciar a carpintaria teatral na cenografia, nos figurinos, iluminação e nas atuações. É teatro, puro teatro, mas também é vida real, vida vivida, vida experimentada. É teatro que transborda personalidade e identidade que está está impregnada na encenação, onde os atores em vários momentos se voltam para eles mesmos, saindo dos personagens clássicos evocados pelos atores da ficção, mas também pelos próprios atores Zé Adão e Arlete e esse jogo faz com que a crítica se instale, um raio x do fazer teatral, uma construção de uma ponte afetiva entre o espectador e a cena possibilitando a reflexão, o senso crítico e o lugar do fazer artístico e da recepção teatral. 
    Um belo espetáculo com sua imponente cenografia e iluminação que estão a serviço da encenação. Assim como a descoberta de um novo dramaturgo Gilberto Schwartsmann, que evoca em sua escrita uma visão apurada sobre o fazer teatral, uma verdadeira aula repleta de citações que faz com que os apaixonados pelo teatro se aproxime da produção afetivamente. 

FICHA TÉCNICA COMPLETA

Dramaturgia: GILBERTO SCHWARTSMANN Direção: LUCIANO ALABARSE Elenco: ARLETE CUNHA e ZÉ ADÃO BARBOSA Participação: FERNANDO ZUGNO Iluminação: MAURÍCIO MOURA e JOÃO FRAGA Técnico de luz: ANDRÉ HANAUER DE FREITAS Trilha Sonora: LUCIANO ALABARSE Operação de Som: LUIZ MANOEL e MANU GOULART Figurinos: ANTONIO RABÀDAN Cenário: LUCIANO ALABARSE Cenotécnico: RODRIGO SHALAKO Acessório Lustre: DANIEL JAINECHINE Assessoria de Imprensa: CÁTIA TEDESCO e MAUREN FAVERO (Agência Cigana) Projeto Gráfico: DIDI JUCÁ Coordenação de Produção: LETÍCIA VIEIRA Produção Executiva: JAQUES MACHADO Produção Geral: PRIMEIRA FILA PRODUÇÕES

*Diego Ferreira é Dramaturgo, Diretor, Professor e Crítico Teatral. Graduado em Teatro UERGS/2009. Estudou Letras na FAPA/2002. Coordena o Núcleo de Dramaturgia do RS. Integrante da Comissão Julgadora do 9º Concurso Nacional de Dramaturgia Carlos Carvalho promovido pela Coordenação de Artes Cênicas da Prefeitura de Porto Alegre. Editor do blog Olhares da Cena. Professor do Espaço do Ator e da extensão na UNISINOS. Produziu “Três tempos para a dramaturgia negra no RS” contemplado no edital Diversidade nas Culturas da Fundação Marcopolo. Vencedor do Prêmio Açorianos de Teatro 2021 na categoria Ação Periférica. 

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

OS DOIS E AQUELE MURO (RS) CRÍTICA




LABIRINTO DE EMOÇÕES DIANTE DO MURO

 "Os dois e aquele muro" é a nova produção da Cia Halarde. E assim como em trabalhos anteriores como a bem vinda trilogia homoafetiva  que incluía os espetáculos “Anjo da Guarda” (2014),  ”Entre nós” (2013) e  “Dois de paus” (2011) a Cia retoma nessa produção temas que em pleno século 21 já deveriam não serem mais tabus, mais ainda são justamente por causa desses muros, dessas barreiras que ainda permanecem na sociedade, ainda mais nesses tempos onde o ódio e todos os tipos de preconceito insistem em permanecer principalmente por causa do governo autoritário e descabido que inacreditavelmente tem muitos seguidores que insistem em varrer da sua frente tudo o que não se encaixa em seus devidos "valores morais" e isso inclui a relação entre dois homens que é o enredo deste espetáculo. 

Quando assisto o espetáculo a primeira questão que se sobressai é que se trata sobre um relacionamento e toda a problemática que essa relação pode trazer, independente de ser uma relação hétero ou homossexual. Mas creio que é justamente aqui que aparece esse muro intransponível que o título trás, que pode ser uma barreira material ou metafórica. Esse muro, parede forte que protege ou defende um lugar do outro, ou até mesmo separa, segrega. E eu creio que o texto de Ed Anderson, que alias é um belo texto e ponto para Paulo Guerra que nos apresenta esse autor baiano com uma dramaturgia que é um dos grandes destaques da produção, pois ao mesmo tempo que é um texto direto, cru, que vai desvelando as agruras desse relacionamento que está começando, ao mesmo tempo Ed Anderson nos oferece um texto que tem muita coisa sublinhada, muitas questões nas entrelinhas, no que sai da boca dos personagens e no que chega aos nossos ouvidos e de que forma chega, como internalizamos cada palavra e frase desse texto, que carrega em si múltiplas camadas que vai da intimidade desse casal até mesmo a temas e assuntos atuais. E o mérito do texto é que ele aborda uma relação real, sem estereótipos ou panfletagem, sem meandros, o que o torna universal. Existe um clima, uma tensão entre os personagens, uma construção textual que consegue partir desse clima de primeiro encontro, uma energia boa, de festa, alegria, até ir para um clima de sedução, de disputa de poder que constrói e principalmente sustenta uma tensão que se intensifica e vai até o final desse espetáculo. Mérito do Paulo Guerra que mais uma vez consegue entregar ao público uma produção esmerada, que pensa a cena em todos os detalhes como a iluminação, o cenário, a trilha sonora e até mesmo toda a parte de divulgação do espetáculo. Paulo Guerra ao longo dos anos sempre nos trás em suas direções tanto para o público adulto como nos trabalhos dirigidos a infância espetáculos que equilibram a estética com a ética dos temas abordados, uma visão de encenador muito peculiar que torna cada trabalho especial. E juntamente com Juliano Passini e Renato Santa Catharina conseguem nos situar nesse labirinto de emoções, através de atuações seguras dos atores. Outro destaque da produção é o cenário de Jony Pereira que cria uma série de artefatos que faz com que os móveis se transformem em cena assim como os personagens que como simulacros vão se moldando ao longo da trama. Entendo o papel da arte enquanto construção política e esse espetáculo é de grande importância para a cena gaúcha para fruição do espectador pela qualidade, mas também uma importante ferramenta para reflexão justamente pela narrativa, pois o país vive uma onda conservadora tamanha que o espetáculo é também um grande passo para destruição desse grande e imponente muro que insiste em se manter em pé. 

FICHA TÉCNICA

Direção......PAULO GUERRA Texto.........ED ANDERSON
Elenco...RENATO SANTA CATHARINA (LÚCIO)
JULIANO PASSINI (JONAS)
Cenografia...JONY PEREIRA
Figurinos... ANTONIO RÀBADAN
Assistentes de figurinos......JEAN CIVA /
GABRIELA MACEDO / JÚLIA ABRUZZI
Trilha sonora original...BEN-HUR BORGES
Iluminação.......ANILTON SOUZA
Design.....JEAN CIVA e JÚLIA ABRUZZI
Divulgação....LAURO RAMALHO
Máscara “Ganimedes”...LUCAS STREY
Coreografia...RENATA STEIN
Fotos...RAUL KREBS e RODRIGO NUNES
Bilheteria.....GIOVANI SANTOS
Produção executiva....PAULO GUERRA
Realização...CIA HALARDE DE TEATRO


*Diego Ferreira é Dramaturgo, Diretor, Professor e Crítico Teatral. Graduado em Teatro UERGS/2009. Estudou Letras na FAPA/2002. Coordena o Núcleo de Dramaturgia do RS. Integrante da Comissão Julgadora do 9º Concurso Nacional de Dramaturgia Carlos Carvalho promovido pela Coordenação de Artes Cênicas da Prefeitura de Porto Alegre. Editor do blog Olhares da Cena. Professor do Espaço do Ator e da extensão na UNISINOS. Produziu “Três tempos para a dramaturgia negra no RS” contemplado no edital Diversidade nas Culturas da Fundação Marcopolo. Vencedor do Prêmio Açorianos de Teatro 2021 na categoria Ação Periférica. 


segunda-feira, 20 de junho de 2022

AS PRINCESAS E O PRÍNCIPE ENCANTADO (RS) - CRÍTICA

 



PRODUÇÃO INFANTIL ATUALIZA CLÁSSICOS

por Diego Ferreira*

    "As Princesas e o Príncipe Encantado" é um musical Infanto-juvenil que recria e atualiza alguns personagens clássicos do nosso imaginário. Uma produção da Falcão Produções Culturais que cumpriu curta temporada de sucesso no Teatro Bruno Kiefer. O espetáculo reúne alguns arquétipos dos clássicos infantis já conhecidos e são encenados a partir de um ponto de vista crítico e moderno, buscando outro olhar sobre as ações dos personagens enquanto indivíduos sociais. Os contos de fadas tiveram sua ascensão no século XVII, na França. Autores como os irmãos Grimm foram precursores de histórias arrebatadoras disseminadas de geração em geração, contudo, com uma análise mais crítica da origem dessas narrativas, é possível perceber profundas alterações que o gênero sofreu ao longo do tempo, mudanças feitas para diminuir o impacto negativo das histórias originais. Muitas vezes nosso olhar sobre clássicos é apenas da abordagem feita pela Disney, onde se cria uma visão quase sempre romantizada de temas e narrativas. Os contos de fadas pertencem à literatura infantil, mas nem por isso deixam de encantar pessoas de várias idades ao redor do mundo. Considerados clássicos da literatura mundial, os contos de fadas têm origem em tempos remotos e nem sempre se apresentaram como os conhecemos hoje. O aspecto fantasioso e lúdico que hoje os envolve surgiu da necessidade de minimizar enredos controversos e polêmicos, próprios de uma época em que a civilização ainda não havia inventado o conceito que hoje conhecemos tão bem: a infância. E justamente sobre a infância na atualidade que a produção mira ao colocar em cena essa narrativa atualizando alguns clássicos. 
    Manuela Falcão e Duda Falcão tem consciência disso e transpõe para o palco uma versão dramaturgicamente simples, mas eficaz, que conseguem prender a atenção das crianças e lança um certo frescor ao texto, algumas piadas trazem referências contemporâneas — as risadas vindas da plateia confirmam: a modernização é bem-sucedida. Porém isso não é suficiente quando se pretende atualizar clássicos e desconstruir estereótipos, ainda mais se tratando de infância. Brilhante a ideia de descontruir a "Branca de Neve" e trazer a " Preta da Terra" e também a representatividade de um rei negro que é pai de um príncipe branco, mas somente isso infelizmente não basta quando realmente queremos abordar esses temas pois são essenciais e merecem uma atenção maior, pois não basta apenas colocar atores negros em cena sem uma profundidade que realmente alcance as crianças e a partir disso talvez consigamos de fato dialogar sobre representatividade. Percebo a boa intenção dos realizadores, mas apenas isso não basta, mas sim uma narrativa que justifique de forma concreta o enegrecimento destes personagens. É importante na linguagem infantil reforçar imagens de modo lúdico e o teatro tem esse poder, assim como as crianças tem a capacidade de compreender o que está posta ali. Por outro lado o espetáculo consegue se comunicar muito bem com o seu público principalmente pelo esmero da produção que um espectador mais atento consegue perceber o quanto o trabalho foi pensado em todos os detalhes até chegar na recepção. 
    Destaque para o elenco que conseguiu construir figuras tão conhecidas do público em geral, mas se utilizando de particularidades que conseguem captar o espectador de hoje. Todos os atores estão bem em cena, mas destaco o nome de Adriana Lampert, no papel da Feiticeira, que personifica a vilã do clássico infantil porém trás uma abordagem que trás graça e empatia conseguindo um resultado brilhante em sua composição. Já conhecíamos Lampert de outros espetáculos e sua experiência é colocada aqui nesse trabalho e se sai muito bem. Outro destaque é o Thiago de Souza nas figuras do Rei e Fotógrafo que consegue se desdobrar em dois personagens e faz isso com grande mérito, com presença e voz potente. E também a Pamela Machado como a Preta da Terra que assim como Thiago trás essas personagens com uma leitura que evoca a representatividade, mas o ator e a atriz conseguem colocar-se na cena com uma presença e voz que percebo nascer no corpo fugindo um pouco do estereótipo do imaginário do teatro infantil. Guilherme Scalon, Juliana Katz, Juliana Strehlau e Tamires Mora completam o elenco e tem trabalhos bons de construção das personagens e internalização da narrativa. Se o elenco é o destaque da produção, não poderia deixar de citar os figurinos de Titi Lopes que são mega criativos e consegue criar cada peça com cores, estampas e formas de modo fabuloso, estando dentro da estética do espetáculo e que saltam aos nossos olhos. Se elenco, direção e figurinos são pontos altos da produção e estão alinhados, a trilha sonora deixa um pouco a desejar pelo fato de a produção ser apresentada como um musical infanto-juvenil e a trilha é cantata parte ao vivo e parte gravada, porém muitas vezes os atores não conseguem alcançar o mesmo registro da base gravada, parecendo que a voz gravada não é a mesma cantada ao vivo pelos atores. E isso de certo modo atrapalha a fruição do espetáculo. Mas tirando esse detalhe técnico da produção "As Princesas e o Príncipe Encantado" é ótima opção para todas as platéias pois é dinâmico, divertido e merece ser assistido por quem gosta de teatro bem feito, bem produzido e de qualidade. 

Ficha técnica: Adaptação de texto: Manuela Falcão e Duda Falcão Direção: Manuela Falcão Figurinista: Titi Lopes Coreógrafa: Lupê Gomes Cenógrafo: Jair Thiago Iluminador: Alexandre Saraiva Trilha Musical: Cozme Arte Gráfica: Maestra - Marcelo Prates Fotos: Marco Panichi Assistente de Produção: Nanna Monaco Produção Geral: Falcão Produções Culturais Elenco: Adriana Lampert – Feiticeira Guilherme Scalcon - Príncipe Juliana Katz – Cinderela Juliana Strehlau – Aventureira Tamires Mora – Bela Adormecida Thiago de Souza – Rei e Fotógrafo Pâmela Machado – Preta da Terra



*Diego Ferreira é Dramaturgo, Diretor, Professor e Crítico Teatral. Graduado em Teatro UERGS/2009. Estudou Letras na FAPA/2002. Coordena o Núcleo de Dramaturgia do RS. Editor do blog Olhares da Cena. Professor do Espaço do Ator e da extensão na UNISINOS. Produziu “Três tempos para a dramaturgia negra no RS” contemplado no edital Diversidade nas Culturas da Fundação Marcopolo. Vencedor do Prêmio Açorianos de Teatro 2021 na categoria Ação Periférica. indicado em três categorias no Prêmio Açorianos 2021.




quarta-feira, 8 de junho de 2022

PRÉDIOS ESPELHADOS MATAM PASSARINHOS (RS) - CRÍTICA




15 ANOS DE RADICALIDADE TEATRAL


* por Diego Ferreira

Confesso que a cada estréia do GrupoJogo crio grandes expectativas, sei que não deveria, pois a expectativa poderia se transformar em frustração. Mas não foi o que ocorreu, pois já disse diversas vezes que esse coletivo sempre inova e surpreende em suas ações. E eis que nesse ano em que o grupo marca os seus 15 anos de atividade teatral surge “Prédios espelhados matam passarinhos” marcando a data comemorativa e também a retomada presencial.  O espetáculo parte do mito de Sísifo para abordar as relações de trabalho contemporâneas. As personagens se encontram imersas em um contexto no qual novas tecnologias e vínculos empregatícios se interseccionam. O mito trás Sísifo, homem que desafiou os deuses e quando capturado sofreu uma punição para toda eternidade, ele teria de empurrar uma pedra de uma montanha até o topo; a pedra então rolaria para baixo e ele novamente teria que começar tudo. Recomeçar, eis uma das metáforas que diz muito sobre o momento e o trabalho, um recomeço, um renovo, um retorno ainda dentro de uma pandemia. Vemos em Sísifo o ser que vive a vida ao máximo, odeia a morte e é condenado a uma tarefa sem sentido, como o herói absurdo. Não obstante reconheça a falta de sentido, Sísifo continua executando sua tarefa diária. Assim como no mito o GrupoJogo se utiliza desse disparador para trabalhar uma metáfora sobre a vida moderna, como trabalhadores em empregos fúteis em fábricas e escritórios. O operário de hoje trabalha todos os dias em sua vida, faz as mesmas tarefas. Esse destino não é menos absurdo, mas é trágico quando apenas em raros momentos ele se torna consciente. E justamente essa metáfora do mito que é explorada na produção através de uma dramaturgia criada em sala de ensaio, onde o que interessa não é apenas o texto em sua forma escrita, mas uma dramaturgia que se preocupa com os mecanismos da cena e com dinâmicas utilizadas na composição que interferem na construção do trabalho. Gabriel Pontes é o responsável pela dramaturgia e também pela direção audiovisual e isso diz muito sobre o que assistimos, os cortes, a narrativa dos diálogos, a narrativa audiovisual e a narrativa dos corpos. Lógico que enxergo o pulso criativo de Alexandre Dill que assina a direção deste trabalho e mais uma vez a frente do GrupoJogo coloca em cena um trabalho que destila teatralidade evidenciando uma corporeidade, fisicalidade e uma cena pautada num universo imagético que instiga o espectador a criar seus sentidos através de cenas curtas, rápidas e performáticas. "Prédios espelhados matam passarinhos" é uma combinação perfeita entre técnica, estética, força poética e politica. Uma experiência radical que coloca a técnica teatral a prova sem deixar de lado uma contestação que provoca nosso olhar a desvelar as relações de trabalho mas também ampliando esse olhar que nos leva a radicalizar essa percepção do olhar de cá, do olhar do espectador do teatro, que não está apenas sentado ali, na poltrona, no escuro do teatro procurando uma experiência lógica mas sim uma experiência sensorial, que além de nos provocar esteticamente também vai nos provocar socialmente, e esse trabalho provoca o nosso olhar a despertar sobre de como as relações sociais permeiam a sociedade de hoje e onde nos colocamos nisso. Os intérpretes Gustavo Susin, Guilherme Conrad, Lucca Simas, Louise Pierosan, Vicente Vargas e Júlia Moreira colocam seus corpos a prova e destilam técnica sustentada por um olhar crítico para o mundo de hoje, e esse olhar é manifestado através de um corpo dilatado em cena, um corpo-político que fala, que grita e emana através do gesto uma força que se transforma em poesia visual. Existe um texto, um contexto, existe ali uma narrativa que nos guia, mas é inegável que é essa performance estética e visual que coloca o corpo e presença do interprete no centro da cena aliado a perfeita combinação de elementos da composição teatral como a excelente iluminação, trilha sonora, cenografia e vídeos que detonam a tônica e tornam a experiência viva e emocionante que é essa nova produção do GrupoJogo.  

E por que lembrar a trajetória e memória desse coletivo é importante? Porque "Prédios espelhados matam passarinhos" é demonstração de que arte se faz com inquietação, investigação, técnica e persistência. Assim como "Play-beckett", "A noite árabe", "Deus é um DJ", "Medeamaterial", "Tremor" e tantos outros trabalhos que alia muita técnica sustentada por um olhar para o mundo de hoje que é, ao mesmo tempo, político e poético, é fragmentado, imagético e tecnológico. Então assistir ao GrupoJogo é saudar a resistência que é a de produzir teatro no sul do Brasil, e não apenas produzir, mas sustentar um produção pautada pela qualidade, criatividade e inteligência de sempre, sem deixar de lado as convicções artísticas do grupo.

 FICHA TÉCNICA COMPLETA

Direção e cenografia

Alexandre Dill

Dramaturgia e direção audiovisual
Gabriel Pontes

Intérpretes Gustavo Susin, Guilherme Conrad, Lucca Simas, Louise Pierosan, Vicente Vargas e Júlia Moreira Desenho de luz e fotografia Henrique Strieder Participação em áudio Thainá Gallo Figurino e trilha sonora grupoJOGO Gerente de tráfego e mídias Gustavo Wagner Operação de luz Isabel Ramil Produção
GRUPOJOGO

*Diego Ferreira é Dramaturgo, Diretor, Professor e Crítico Teatral. Graduado em Teatro UERGS/2009. Estudou Letras na FAPA/2002. Coordena o Núcleo de Dramaturgia do RS. Editor do blog Olhares da Cena. Professor do Espaço do Ator e da extensão na UNISINOS. Produziu “Três tempos para a dramaturgia negra no RS” contemplado no edital Diversidade nas Culturas da Fundação Marcopolo. Vencedor do Prêmio Açorianos de Teatro 2021 na categoria Ação Periférica. indicado em três categorias no Prêmio Açorianos 2021.