terça-feira, 1 de dezembro de 2020

DESENCAIXOTANDO CENAS NEGRAS (RS)

 Espetáculo Online com Interpretação em Libras

Grupo Caixa Preta (RS)

Crédito: Giovani Paima
DIA 06/12 - 21 H
Transmissão pelo youtube e site
Direção:Jessé Oliveiras
Elenco / Performers:Vera Lopes, Adriana Rodrigues e Glau Barros
Duração:30 minutos
Classificação: 14 anos
Sinopse:Através da revisitação de cenas dos espetáculos Transegun, Hamlet Sincrético, Antígona BR e Ori Orestéia repensar a trajetória artística das atrizes recriando as cenas anos depois.
Crédito: Giovani Paim

O Grupo Caixa-Preta é um dos pioneiros do moderno teatro negro brasileiro, formado por artistas negros, surgiu no cenário gaúcho em 2002, tendo, logo, se tornado um dos mais expressivos grupos de teatro do Rio Grande do Sul. Ao longo de sua trajetória o Grupo realizou os espetáculos: Transegun, de Cuti (2003), Hamlet Sincrético (2005), baseado na obra de William Shakespeare, o monólogo Madrugada, Me Proteja (2007), de Cuti, Antígona BR (2008), O Osso de Mor Lam (2010), do senegalês Birago Diop, Dois Nós na Noite (2010) e Ori Orestéia (2015), terceira parte da Trilogia da Identidade. Realizou, ininterruptamente, de 2006 a 2013, o Encontro de Arte de Matriz Africana, evento de discussão da arte afro-brasileira trazendo expressivos artistas e pesquisadores negros. Ainda publicou a Revista Matriz, propiciando reflexão e memória das artes negras. Em 2007 recebeu o prêmio Florêncio de melhor espetáculo estrangeiro no Uruguai, além de ter realizado apresentações na capital e interior do Uruguai e também em Ribeirão Preto - SP. Foi indicado ao Prêmio Açorianos nas categorias Melhor espetáculo, direção, figurino, trilha sonora, ator coadjuvante e atriz coadjuvante, tendo recebido o Prêmio RBS de Melhor espetáculo Juri Popular por “Hamlet Sincrético”. Em 2019 lançou o livro Hamlet Sincrético - Em Busca de Um Teatro Negro durante o Porto Alegre em Cena e realiza a performance Noite Sincrética.

O FEMININO SAGRADO: UM OLHAR DESCENDENTE DA MITOLOGIA AFRICANA (RS)

 Espetáculo Online com Interpretação em Libras

Afrosul Odomodê (RS)

Crédito: Bruno Gomes
DIA 06/12 - 19 HS
Espetáculo online no site e youtube
Direção:Iara Deodoro
Bailarinos:Thabata Ferreira, Carla Souza, Maria Da Graça Penha, Edjana Deodoro, Leciane Ferreira, Taila Souza, Taise Souza, Jaqueline Jesus, Fernanda Pereira, Camila Camargo, Gisele Mendonça, Mauren Martins, Deise Freitas, Leonardo Da Silva, Nathalia Dornelles, Miguel Rosa, Bruna Marcondes.
Bailarinos mirim:Murilo Deodoro, Ana Clara Martins, Enrico Baraibar, Isabela Martins, Lorenzzo Martins, Yasmin Souza, Marina Freitas, Pedro Henrique Freitas, Bruno Amaral, Alice Martins.
Trilha Sonora:Maestro Marco Farias
Músicos:Janaína Caceres, Carine Brazil, Gustavo Vasques, Philipe Vasques, Paulo Romeu Deodoro
Figurinos:Luiz Augusto Lacerda
Iluminação:Paulo Renato Costa
Sonorização: José Derli Rodrigues
Poetas:Ana Dos Santos Poetisa, Isabete Fagundes Almeida, Jorge Fróes, Maumau De Castro, Nádia Lis Severo
VJ:Augusto Santos
Fotógrafo:Bruno Gomes
Intérprete dos poemas:Camila Coronel
Duração:60 minutos
Classificação:Livre
Sinopse:Sobre a direção de Iara Deodoro, o espetáculo O Feminino Sagrado: um olhar descendente da Mitologia Africana apresenta mulheres reais e situações do dia-a-dia, contadas por meio de lendas da mitologia africana. Tendo como pano de fundo as narrativas das orixás femininas, as Yabás, Oxum, Iansã, Iemanjá e Nanã relatam as diversas faces da resistência da mulher, necessárias na vida contemporânea.
Crédito: Itamar Junior

O Instituto Sociocultural Afro-Sul/Odomode funciona como movimento de luta e valorização da cultura negra e do direito à livre expressão da pessoa humana. Desde 1974, abriga o Grupo de Música e Dança Afro-Sul, o Ponto de Cultura Odomodê, além de ser uma escola de formação artística e desenvolvimento da autoestima e valorização da cultura afro-brasileira, desenvolvendo um trabalho social com base na cultura negra. O espetáculo O Feminino Sagrado: um olhar descendente da Mitologia Africana, sob a direção de Iara Deodoro, apresenta mulheres reais e situações do dia-a-dia, contadas por meio de lendas da mitologia africana. Tendo como pano de fundo as narrativas das orixás femininas, as Yabás, Oxum, Iansã, Iemanjá e Nanã relatam as diversas faces da resistência da mulher, necessárias na vida contemporânea. Representadas em mulheres de carne e osso, as personagens enfrentam o machismo, como na lenda de Oxum, identificam o momento correto de apresentar sua força, virando búfalo, como na lenda de Iansã. Apresentam, ainda, as dúvidas sobre religiosidade e a importância da fé, presente na lenda de Iemanjá, e dificuldades e sofrimento da maternidade, expostos na lenda de Nanã. Mulheres reais e mulheres sagradas se fundindo no palco e dançando, como na vida. Um espetáculo atual, que reforça a sacralidade do feminino.

TECNOLOGIAS DO SUL: VOLTEI A FALAR COM AS ÁRVORES / FRUTA DO FUTURO (FINLÂNDIA/FRANÇA)

 Espetáculo Online Plataforma Zoom


Conferência performática com Mario Lopes (Brasil/Finlândia) e Anna Tjé (França)
Crédito: Lopes
DIA 06/12 - 16:30 HS
Adquira seu ingresso
Espetáculo online na plataforma Zoom
Idealização:Mário Lopes
Performers conferência:Anna Tjé e Mário Lopes
Curta-metragem: Tecnologias do sul - voltei a falar com as árvores”: Mário Lopes
Tradução ao vivo FR/PT:Maelys Meyer
Realização:Veículo SUR
Duração:50 minutos
Classificação: 14 anos
Sinopse:O que é tecnologia? Quem detém a tecnologia? O que é tecnologia de sul? Como descrever uma tecnologia invisibilizada? Como tratar corpas/existências/corpos tecnológicas abafadas? O tratamento é um treinamento ou melhor um Re-treinamento. Consiste em reconectar com os conhecimentos e as tecnologias perdidas pela ocidentalização. Voltar a conversar com as árvores. Voltar a potencializar a ferramenta da coletividade. Como intersectar as nossas tecnologias com as tecnologias impostas? Reconectar com as árvores! “Tudo que me foi passado de forma subtil pela minha avó é real, não é fantasia ou mentira ou equívoco ou invenção - é tecnologia, e é real. Eu voltei a falar com as árvores!”

Mario Lopes é coreógrafo e articulador/ gestor cultural. Coreógrafo integrante do coletivoDMV22, com as obras “VRUM(2009)”, “a cidade se move(2010)”, “vrumvrumzinho(2011)”, “ENTRE(2012)”, “TREPP(2013)”, “Movimento I, parado é suspeito(2014)”, performance “Keller(2015)” e o processo “Re_sistir_existir (2016)”. Em outubro de 2016 iniciou o processo da coprodução coreográfica “ALBUM kodex_ feedback” com o coreógrafo mexicano Martin Lanz, que estreou no dia 20 de maio de 2017 no teatro HochX-Munique. Como gestor e articulador cultural, é diretor geral e uns dos curadores da plattformPLUS/ Munique e sócio executivo da HumaVida Produções/São Paulo. Desde 2015, faz parte da equipe de articulação/ curadoria do veiculoSUR, responsável pela gestão e produção da residência na Alemanha.

Crédito: Bildschirmfoto

Anna Tjé é artista-pesquisadora transdisciplinar, baseada na periferia de Paris, que usa espiritualidade e ficção visionária para questionar noções de intimidade, trauma e resiliência dos corpos e experiências das mulheres negras, por meio de performance, vídeo, instalação e poesia. Ela cria espaços imersivos de celebração, onde temporalidades passado-presente-futuro se encontram com a mitologia em relação a várias formas de erotismo queer e narrativas familiares. Doutoranda no PhD in Practice (Viena, Áustria). Conduz workshops de escrita criativa com Atayé, coletivo co-fundado pela artista em 2016, focado em culturas, justiça social e futuro

RETROSPECTIVA PRETA 2020 (MG) (SP)

 Espetáculo Online com Interpretação em Libras

Grace Passô (MG) e Novísimo Edgar (SP)

Crédito: Wilssa Esser
DIA 05/12 - 22H
Em breve informações sobre ingressos
Direção:Grace Passô
Dramaturgia:Dione Carlos e Grace Passô
Performers: Grace Passô e Novíssimo Edgar
Criação e performance sonora:Barulhista
Direção de Fotografia: Wilssa Esser
Produção:Nina Bittencourt
Duração:60 minutos
Classificação: 14 anos
Sinopse:Grace Passô, Novíssimo Edgar e Barulhista narram acontecimentos do ano de 2020 sob a ótica da gente negra brasileira. A performance, gravada no Dona Ruth Festival de Teatro Negro SP, é uma evocação de temporalidades que habitam o último intervalo aproximado de tempo que a Terra demorou para completar uma volta em torno do Sol.

Belorizontina, Grace Passô é atriz, diretora e dramaturga. Possui criações no teatro e cinema, além de realizar trabalhos em parceria com artistas multidisciplinares. Possui 6 peças teatrais publicadas. Foi inúmeras vezes premiada nas funções artisticas que desempenha e seu trabalho circula em eventos de linguagens diversas. Dentre os últimos trabalhos estão a peça de teatro e média-metragem Vaga Carne, o curta República, feito na quarentena 2020 a peça radiofônica Ficções Sônicas, a partir do texto pra dar um fim no Juízo de Deus (de Artaud).

ENSAIO SOBRE A CEBOLA (RS)

 Espetáculo Online com Interpretação em Libras

Coletivo Notas Pretas(RS)

Crédito: Silas Lima
DIA 05/12 - 21 H
Transmissão do espetáculo através do site e youtube
Direção:Valéria Barcellos
Autoria:Valéria Barcellos
Elenco / performer:Valéria Barcellos
Iluminação:Equipe Piquet Coelho
Trilha Sonora:Valéria Barcellos
Figurino:Jeffe Souza
Duração:60 minutos
Classificação: 16 anos
Sinopse:Ânia Ognion é uma mulher negra e trans à beira da loucura de uma crise existencial. A procura de tentar saber o que há de errado consigo mesma, analisa cada uma de suas "camadas" a procura de respostas. O espetáculo mostra anseios, desejos, e angústias dessa mulher além de mostrar e expor situações divertidas e ácidas.
Crédito: Silas Lima

Valéria Barcellos iniciou a sua carreira profissional como crooner da Banda “Balança Brasil”, em 2000 até 2005, passando a atuar como vocalista, em carreira solo, a partir de 2005 até os dias atuais. “Roda de Viola” é o projeto que lançou a cantora nos palcos da Capital gaúcha, em 2005, e no qual ela permanece até hoje. O projeto existe desde 2000, contando com a voz de Valéria desde 2005. Como cantora, já dividiu palco com: ZAZ, Katy Perry, Maria Gadu, Toni Garrido, Cláudio Lins, Silvero Pereira, Lanh Lanh, Johnny Hooker, Simone Mazzer, Ava Rocha, Ekena, Tássia Reis, Verônica Valentino, Almério, Rita Benneditto, Linn da Quebrada, Não Recomendados, Ícaro Silva, Coletivo El Camiño, Mylena Jardim, Lucio Mauro Filho, Matheus VK, Batida Nacional, João Fênix, Zéu Britto, Patricia Mellody, Laila Garin, Filipe Catto, André Dias, Mulheres de Buço, Taís Alvarenga, Beatles Num Céu de Diamantes, Tom Karabachian e Elisa Lucinda (dentre muitos outros).

SOBREVIVO (RS)

 Espetáculo Online Plataforma Zoom

Rede Espiralar (RS)

Crédito: Everton Machado
DIA 05/12 - 19H
Adquira seu ingresso
Direção:Sandino Rafael da Silva Rosa
Dramaturgia:Espiralar, com trechos do texto intitulado A missão em fragmentos: 12 cenas de descolonização em legítima defesa, de Eugênio Lima.
Elenco / performersEslly Ramão, Cira Dias, Gabriel Faryas, Letícia Guimarães, Maya Marqz, Phill.
Figurinos:Espiralar
Duração:60 minutos
Classificação: 14 anos
Sinopse:O teatro da revolução branca chegou ao fim. Bem-vindes à festa! O espetáculo SobreVivo - Antes que o Baile acabe é fricção de dançar em cima da estrutura e desmontá-la. Seis atrozes. O canto. O movimento. A poesia. Um relógio que está sempre correndo atrás de nós. Contra nós. Não há fôlego para didáticas. Acha mesmo que me intimida? Antes que acabe. Antes que o ponteiro marque os 23 minutos. Venha com seu charme, seu corpo, sua escuta, afinal o que você dançaria se fosse seu último baile?
Crédito: Diogo Vaz

A Espiralar !Encruza! é uma rede de artistas prestes a fim de borrar temporalidades e construir futuros em nosso presente. O grupo se articula a partir do processo de criação do espetáculo SobreVivo - Antes que o baile acabe, que estreou no ano de 2019 e teve a sua dramaturgia construída a partir das vivências do elenco. Buscou-se nesta obra a fricção das relações étnico-raciais na Capital gaúcha, destacando e potencializando saberes periféricos como as referências de matriz africana, do carnaval e do funk. O aquilombamento instituído com o espetáculo se estendeu para o ano de 2020, quando o grupo decide se apresentar como Espiralar !Encruza! e seguir fortalecendo vínculos, produzindo performances e ações artísticas em diferentes plataformas. Atualmente, o grupo está criando e participando de uma residência artística com a finalidade de explorar as potências imagéticas de corpos pretos na presentificação de futuros.

MACUMBA VIRTUAL (RS)

 Espetáculo Online Plataforma Zoom

Saskia (RS)

Crédito: Anselmo Cunha
04/12 - 21 H
Adquira seu ingresso
Direção, performance e trilha sonora:Saskia
Duração:50 minutos
Classificação:Livre
Sinopse:Dos desejos ao olhar, do olhar aos desânimos, evocando o poder maquinário de troca de dados, da energia transmutadora das conversas, surge Macumba Virtual, uma proposta interativa performática protagonizada pela multiartista Saskia. Especialmente criada para a Mostra Cura. O trabalho elabora o momento pandêmico, incertezas, real, ficcional, filme, teatro, performance, música, ânimo e cansaço. Uma busca pela presença “desonline” na nuvem de ideias enérgicas e ritualísticas que se escora no sinal de wifi. O que sou? O que você é? Personagem? Mentira? Verdade? Um encontro sincero e franco, repleto de acidez e provocações cênicas em um jogo do aqui agora. Minhocas adubam a terra. Você aduba o quê?
Crédito: Itamar Junior

Saskia é uma artista multipotente. No áudio e no visual, dialoga com as várias camadas da arte. No áudio: instrumentista, beatmaker, performer, cantora, compositora. No visual: diretora, roteirista, câmera, atriz, fotógrafa, desenhista. Suas composições intercalam gêneros e intensidades. Nessa versatilidade poderosa, apresenta beats acurados que embalam com exatidão letras sensíveis, ácidas, objetivas. Impossível defini-la em um único gênero musical. Abusa de samples, instrumentos e pedais, para cantar sobre assuntos íntimos e públicos. Suas performances no palco convidam a plateia a experienciar um tipo de transe. Envolve dança, movimentos e batidas intensas, enquanto reflete introspecção e poesia de sentimentos mais profundos. “Pq” é seu primeiro álbum de estúdio, lançado em 2019 pela QTVLabel, com suporte da plataforma de incentivo Natura Musical. Já trabalhou em lançamentos com os selos Hérnia de Discos e NoN Worldwide. Recentemente, incluiu no repertório a faixa “Desce”: participação com o produtor Sul-Africano Griffith Vigo. Na sequência, “Essa Daqui”, em parceria com RHR. Ambas, pela label mexicana Onda Mundial. Em 2020, Saskia mergulha no audiovisual de fato e entrega para o público a Rádio TV Salada, canal de conteúdos autorais, edições e readaptações. Na TV Salada, também estreia seu primeiro curta: “Outra Coisa.print” é uma obra documental. Mistura poesia, fotografia, música em registros de realidades atuais. Sua obra mais recente é o curta “Agora Já”, que compõe o acervo do projeto IMS convida, do Instituto Moreira Salles (SP). Também colaborou na QTV (RJ) com a Matrix Pirata. Saskia é integrante do coletivo de criadores negr_s, Turmalina (RS), faz curadoria na label de ghettotech ZonaExp e Projeto Anexo. Desenvolve pesquisa com a Ciranda do Gatilho, junto com Bernardo Oliveira e Negro Leo. Em agosto, transmitiu um set/peça visual para a coletividade Batekoo (BA), participou do projeto Fazedores de Beat, do SESC Interlagos.