terça-feira, 1 de dezembro de 2020

RETROSPECTIVA PRETA 2020 (MG) (SP)

 Espetáculo Online com Interpretação em Libras

Grace Passô (MG) e Novísimo Edgar (SP)

Crédito: Wilssa Esser
DIA 05/12 - 22H
Em breve informações sobre ingressos
Direção:Grace Passô
Dramaturgia:Dione Carlos e Grace Passô
Performers: Grace Passô e Novíssimo Edgar
Criação e performance sonora:Barulhista
Direção de Fotografia: Wilssa Esser
Produção:Nina Bittencourt
Duração:60 minutos
Classificação: 14 anos
Sinopse:Grace Passô, Novíssimo Edgar e Barulhista narram acontecimentos do ano de 2020 sob a ótica da gente negra brasileira. A performance, gravada no Dona Ruth Festival de Teatro Negro SP, é uma evocação de temporalidades que habitam o último intervalo aproximado de tempo que a Terra demorou para completar uma volta em torno do Sol.

Belorizontina, Grace Passô é atriz, diretora e dramaturga. Possui criações no teatro e cinema, além de realizar trabalhos em parceria com artistas multidisciplinares. Possui 6 peças teatrais publicadas. Foi inúmeras vezes premiada nas funções artisticas que desempenha e seu trabalho circula em eventos de linguagens diversas. Dentre os últimos trabalhos estão a peça de teatro e média-metragem Vaga Carne, o curta República, feito na quarentena 2020 a peça radiofônica Ficções Sônicas, a partir do texto pra dar um fim no Juízo de Deus (de Artaud).

ENSAIO SOBRE A CEBOLA (RS)

 Espetáculo Online com Interpretação em Libras

Coletivo Notas Pretas(RS)

Crédito: Silas Lima
DIA 05/12 - 21 H
Transmissão do espetáculo através do site e youtube
Direção:Valéria Barcellos
Autoria:Valéria Barcellos
Elenco / performer:Valéria Barcellos
Iluminação:Equipe Piquet Coelho
Trilha Sonora:Valéria Barcellos
Figurino:Jeffe Souza
Duração:60 minutos
Classificação: 16 anos
Sinopse:Ânia Ognion é uma mulher negra e trans à beira da loucura de uma crise existencial. A procura de tentar saber o que há de errado consigo mesma, analisa cada uma de suas "camadas" a procura de respostas. O espetáculo mostra anseios, desejos, e angústias dessa mulher além de mostrar e expor situações divertidas e ácidas.
Crédito: Silas Lima

Valéria Barcellos iniciou a sua carreira profissional como crooner da Banda “Balança Brasil”, em 2000 até 2005, passando a atuar como vocalista, em carreira solo, a partir de 2005 até os dias atuais. “Roda de Viola” é o projeto que lançou a cantora nos palcos da Capital gaúcha, em 2005, e no qual ela permanece até hoje. O projeto existe desde 2000, contando com a voz de Valéria desde 2005. Como cantora, já dividiu palco com: ZAZ, Katy Perry, Maria Gadu, Toni Garrido, Cláudio Lins, Silvero Pereira, Lanh Lanh, Johnny Hooker, Simone Mazzer, Ava Rocha, Ekena, Tássia Reis, Verônica Valentino, Almério, Rita Benneditto, Linn da Quebrada, Não Recomendados, Ícaro Silva, Coletivo El Camiño, Mylena Jardim, Lucio Mauro Filho, Matheus VK, Batida Nacional, João Fênix, Zéu Britto, Patricia Mellody, Laila Garin, Filipe Catto, André Dias, Mulheres de Buço, Taís Alvarenga, Beatles Num Céu de Diamantes, Tom Karabachian e Elisa Lucinda (dentre muitos outros).

SOBREVIVO (RS)

 Espetáculo Online Plataforma Zoom

Rede Espiralar (RS)

Crédito: Everton Machado
DIA 05/12 - 19H
Adquira seu ingresso
Direção:Sandino Rafael da Silva Rosa
Dramaturgia:Espiralar, com trechos do texto intitulado A missão em fragmentos: 12 cenas de descolonização em legítima defesa, de Eugênio Lima.
Elenco / performersEslly Ramão, Cira Dias, Gabriel Faryas, Letícia Guimarães, Maya Marqz, Phill.
Figurinos:Espiralar
Duração:60 minutos
Classificação: 14 anos
Sinopse:O teatro da revolução branca chegou ao fim. Bem-vindes à festa! O espetáculo SobreVivo - Antes que o Baile acabe é fricção de dançar em cima da estrutura e desmontá-la. Seis atrozes. O canto. O movimento. A poesia. Um relógio que está sempre correndo atrás de nós. Contra nós. Não há fôlego para didáticas. Acha mesmo que me intimida? Antes que acabe. Antes que o ponteiro marque os 23 minutos. Venha com seu charme, seu corpo, sua escuta, afinal o que você dançaria se fosse seu último baile?
Crédito: Diogo Vaz

A Espiralar !Encruza! é uma rede de artistas prestes a fim de borrar temporalidades e construir futuros em nosso presente. O grupo se articula a partir do processo de criação do espetáculo SobreVivo - Antes que o baile acabe, que estreou no ano de 2019 e teve a sua dramaturgia construída a partir das vivências do elenco. Buscou-se nesta obra a fricção das relações étnico-raciais na Capital gaúcha, destacando e potencializando saberes periféricos como as referências de matriz africana, do carnaval e do funk. O aquilombamento instituído com o espetáculo se estendeu para o ano de 2020, quando o grupo decide se apresentar como Espiralar !Encruza! e seguir fortalecendo vínculos, produzindo performances e ações artísticas em diferentes plataformas. Atualmente, o grupo está criando e participando de uma residência artística com a finalidade de explorar as potências imagéticas de corpos pretos na presentificação de futuros.

MACUMBA VIRTUAL (RS)

 Espetáculo Online Plataforma Zoom

Saskia (RS)

Crédito: Anselmo Cunha
04/12 - 21 H
Adquira seu ingresso
Direção, performance e trilha sonora:Saskia
Duração:50 minutos
Classificação:Livre
Sinopse:Dos desejos ao olhar, do olhar aos desânimos, evocando o poder maquinário de troca de dados, da energia transmutadora das conversas, surge Macumba Virtual, uma proposta interativa performática protagonizada pela multiartista Saskia. Especialmente criada para a Mostra Cura. O trabalho elabora o momento pandêmico, incertezas, real, ficcional, filme, teatro, performance, música, ânimo e cansaço. Uma busca pela presença “desonline” na nuvem de ideias enérgicas e ritualísticas que se escora no sinal de wifi. O que sou? O que você é? Personagem? Mentira? Verdade? Um encontro sincero e franco, repleto de acidez e provocações cênicas em um jogo do aqui agora. Minhocas adubam a terra. Você aduba o quê?
Crédito: Itamar Junior

Saskia é uma artista multipotente. No áudio e no visual, dialoga com as várias camadas da arte. No áudio: instrumentista, beatmaker, performer, cantora, compositora. No visual: diretora, roteirista, câmera, atriz, fotógrafa, desenhista. Suas composições intercalam gêneros e intensidades. Nessa versatilidade poderosa, apresenta beats acurados que embalam com exatidão letras sensíveis, ácidas, objetivas. Impossível defini-la em um único gênero musical. Abusa de samples, instrumentos e pedais, para cantar sobre assuntos íntimos e públicos. Suas performances no palco convidam a plateia a experienciar um tipo de transe. Envolve dança, movimentos e batidas intensas, enquanto reflete introspecção e poesia de sentimentos mais profundos. “Pq” é seu primeiro álbum de estúdio, lançado em 2019 pela QTVLabel, com suporte da plataforma de incentivo Natura Musical. Já trabalhou em lançamentos com os selos Hérnia de Discos e NoN Worldwide. Recentemente, incluiu no repertório a faixa “Desce”: participação com o produtor Sul-Africano Griffith Vigo. Na sequência, “Essa Daqui”, em parceria com RHR. Ambas, pela label mexicana Onda Mundial. Em 2020, Saskia mergulha no audiovisual de fato e entrega para o público a Rádio TV Salada, canal de conteúdos autorais, edições e readaptações. Na TV Salada, também estreia seu primeiro curta: “Outra Coisa.print” é uma obra documental. Mistura poesia, fotografia, música em registros de realidades atuais. Sua obra mais recente é o curta “Agora Já”, que compõe o acervo do projeto IMS convida, do Instituto Moreira Salles (SP). Também colaborou na QTV (RJ) com a Matrix Pirata. Saskia é integrante do coletivo de criadores negr_s, Turmalina (RS), faz curadoria na label de ghettotech ZonaExp e Projeto Anexo. Desenvolve pesquisa com a Ciranda do Gatilho, junto com Bernardo Oliveira e Negro Leo. Em agosto, transmitiu um set/peça visual para a coletividade Batekoo (BA), participou do projeto Fazedores de Beat, do SESC Interlagos.

PEÇA (RS)

 Espetáculo Online Com Transmissão Ao Vivo

Rita Rosa Lende(RS)

Crédito: Marta Buzin
04/12 - 19H
Transmissão pelo youtube | site
Direção:Rita Rosa Lende
Autoria:Rita Rosa Lende
Tradução:João Kowaks de Castro
Adaptação:Rita Rosa Lende
Elenco/Performer:Rita Rosa Lende
Iluminação:Carol Zimmer
Trilha Sonora:Rita Rosa Lende
Figurino:Rita Rosa Lende
Duração:30 minutos
Classificação:18 anos
Sinopse:A performance P E Ç A consiste de ações fixadas em corridas pelo espaço, imagens do corpo em perfis distintos e duas sobreposições de imagens onde Rita Rosa, artista negra Sul/Brasileira propõe ao público uma maneira abstrata de entendimento sem tradução posterior ao que se percebe em cena. P E Ç A, é sobre o corpo com cor, o corpo humano e a/na arte contemporânea. Performance que questiona a expectativa cultural lançada sobre o corpo da mulher negra em estado artístico poético. P E Ç A divide o corpo em pedaços, como um corpo mutilado socialmente pela estrutura do racismo, do machismo e da misoginia. P E Ç A traz uma corporeidade dividida em partes, reiterando a possibilidade única de uma marginalização e de um discurso de dor, P E Ç A evoca a subjetividade e a liberdade do corpo de uma mulher negra, que só quer ser/viver sua cor e sua liberdade de ser o que quiser ser de maneira literal. P E Ç A questiona “será que essa possibilidade existe”?
Crédito: Marta Buzin

Pesquisadora/artivista e performer que dialoga dentro das relações étnico-raciais, de gênero e sexualidade, sob a perspectiva das artes cênicas, da dança e da performance art. Graduada em Dança pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e mestranda em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É idealizadora da SEMA (Semente Atlântica) de pesquisa, produção e desenvolvimento contra-narrativo/hegemônico em dança, performance e expressividade para uma dança consciente. Dirige, coordena, produz e atua como facilitadora (professora de dança) coach de resultado na Plataforma BÁSKULA de descolonização da região do quadril e da sexualidade por meio da dança. Dramaturga da pesquisa/dispositivo cênico performativo Id.Percursos (2015), em curso, e coordenadora/idealizadora do Seminário de Dança Afro do Rio Grande do Sul (2016), em curso, junto com o Manoel Luthiery (UFPEL). Formada em Educação Somática (consciência da movimentação do corpo humano), atuou em diversos grupos de Danças de Matriz Africana e Afro Brasileira, tais quais como Ibeji de Cultura Yorubá dirigido por Idow Akinruli, AfroSul Odomodê dirigido por Mestra Iara Deodoro, entre outros grupos de culturas populares e de matriz afro-brasileira e indígena. Atuou como convidada em festivais internacionais de Artes Cênicas, como Porto Alegre Em Cena. Fez parte de coletivos e grupos de dança contemporânea. Bailarina há mais de 25 anos, formada pelo Grupo Experimental de Dança de Porto Alegre, turma de 2013. Coreógrafa e diretora artística do Grupo de Dança Corpo Sutil de Dança Contemporânea e Performance.

O MURO (MG)



 Online no youtube/site

Dia 03/12 - 21 h
Atuação, concepção e edição:Denilson Tourinho
Filmagem:Camila Figueiredo
Estilo:Experimento cênico audiovisual
Duração:30 minutos
Classificação: 12 anos
Sinopse:Em cima do muro. De um lado do muro, do outro lado do muro. Segregado pelo muro. Reunido pelo muro. Derrubando o muro. Ou melhor, os muros. O trabalho performático “O Muro” foi elaborado por meio de estudos e vivências em negruras, diversidades, normatividades e hostilidades sociais.
Crédito: Lucas Bois

Ator, mestre em Educação pela UFMG. Denilson Tourinho atua em espetáculos com circulação nacional e internacional. Produtor cultural; idealizador e curador do Prêmio Leda Maria Martins de Artes Cênicas Negras de Belo Horizonte; curador do 8º Festival de Arte Negra, BH. Foi contemplado com Troféu Mês da Consciência Negra da Prefeitura de Contagem/MG; 2º Prêmio Educar para a Igualdade Racial (CEERT - SP/SP); Prêmio de Direitos Humanos e Cidadania do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual (CELLOS - BH/MG).

ENCANTO ZUMBI (RS)

 


PROGRAMAÇAO CURA: 03/12 - 19H

Encanto Zumbi // Coletivo Montigente

+ Infos: https://mostracura.com.br/

Transmissão pelo youtube | site
Direção/Autoria/Adaptação: Gil Collares
Elenco / performers:Gil Collares, Daniel Braga e Cássio Machado
Iluminação:José Renato Lopes
Trilha Sonora:Gil Collares
Figurino:Fabrízio Rodrigues e Gil Collares
Duração:50 minutos
Classificação:Livre
Sinopse:Ganga Zumba é trazido ao Brasil escravizado. Ao chegar é resgatado por negros fugidos e levado para Palmares, onde se transforma no grande líder do Quilombo, transformando o espaço numa fortaleza contra os colonizadores donos de escravos. Após sua morte, seu sobrinho Zumbi, guerreiro implacável e sedento pela liberdade de seu povo, assume o Quilombo entrando para a história nacional.
O Coletivo Montigente vem desenvolvendo ações culturais e formativas a respeito das questões da história do negro no Brasil, por meio de um viés artístico e educativo de promoção e protagonismo de artistas negros. Em atividade desde 2011, na cidade de Porto Alegre, reúne atores, músicos e profissionais das áreas de marketing, pedagogia, sociologia e antropologia. Já apresentou diversos projetos culturais, entre os quais se destacam: - A Filha da Escrava (2013), Musical Encanto Zumbi (2015), Enquanto Ensaio... (2016), Senhora das Armas (2018), Quilombo Montigente.

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

SAMBA COM GLAU BARROS E PAMELA AMARO (RS)




Transmissão no site | youtube

Duração: 45 minutos

Classificação:Livre

Sinopse:A apresentação será com Pâmela no cavaquinho, acompanhada de músicos ao violão e percussão. Com Glau Barros, ela canta o partido Veneno do Café, enquanto conversa sobre a importância da mulher compositora no samba, sobre mulheres no samba e sambistas em Porto Alegre, bem como do processo de produção do EP.

Pâmela Amaro - Atriz, cantora, música e compositora porto-alegrense. Tem se destacado pelas criações autorais que abordam o feminino, o amor, as lutas insurgentes e a ancestralidade africana. Artivista e múltipla nos talentos, tem trilhado sua trajetória com dedicação ao teatro, à música e à afirmação das negritudes. Como atriz, elencou diversos espetáculos e performances, atuou em respeitados grupos teatrais, a citar, Usina do Trabalho do Ator (RS), Grupo Caixa Preta (RS) e Turma do Pé Quente (RS). No cinema, elencou o curta-metragem Fábula de Porongos, dirigido por Manuela Rodrigues Furtado. É co-fundadora do Sarau Sopapo Poético, importante movimento de produção e difusão da literatura negro-brasileira, desde 2012. Canta, compõe, toca percussão e cavaquinho nas Três Marias, grupo com o qual lançará o álbum Não se Cala. Entre os trabalhos mais recentes, foi curadora-intérprete em parceria com o produtor Mathias Pinto do concerto popular Choro e Samba Pedem Passagem, do Unimúsica 2019. Em 2020, ano de contexto desafiador para o setor cultural, Pâmela manteve-se ativa artisticamente, por meio do projeto Ressoa, do Coletivo Palma, produziu o single Comunicado, com lançamento previsto para novembro. Lançou a vídeo-apresentação Aos Nossos Compositores, dedicada às obras de sambistas de Porto Alegre. Performou como atração artística principal do TEDxLaçador 2020, edição celebrativa de 10 anos. Prepara-se para lançar, no Dia Nacional do Samba, em 02 de dezembro, o primeiro EP, Veneno do Café, com composições de sua autoria. Além do lançamento do nas plataformas digitais, haverá uma live celebrativa dentro da programação do CURA, com participação especial da cantora Glau Barros.

A MULHER ARRASTADA (RS)

 


Espetáculo Online Com Transmissão Ao Vivo

PROGRAMAÇAO CURA: 02/12 - 19H

O Espetáculo que abre a CURA faz um entrelaçamento entre fato verídico e ficcional. Essa peça-manifesto mostra a figura trágica de Cláudia reivindicando o que durante a cobertura jornalística do caso foi aos poucos apagados: o seu nome, elemento este que foi substituído pela impessoal, violenta e cruel alcunha de “Mulher Arrastada”. Com direção de Adriane Mottola e dramaturgia de Diones Camargo. Traz no elenco Celina Alcântara e Pedro Nambuco

Sinopse:Rio de Janeiro, 2014. Cláudia Silva Ferreira – mulher negra, pobre, 38 anos, mãe de quatro filhos biológicos e quatro adotivos – é brutalmente alvejada pela Polícia Militar ao sair de casa no Morro da Congonha (RJ) para comprar pão para sua família. Após, seu corpo é atirado às pressas no camburão da viatura e arrastado ainda com vida em meio ao tráfego da capital fluminense sob o olhar horrorizado de motoristas e pedestres. Entrelaçando fato verídico e ficcional, esta peça-manifesto mostra a figura trágica de Cláudia reivindicando o que durante a cobertura jornalística do caso foi aos poucos apagados: o seu nome, elemento este que foi substituído pela impessoal, violenta e cruel alcunha de “Mulher Arrastada”. Vozes inaudíveis; vozes que são silenciadas ou que silenciam. Pessoas em situações sociais opostas, mas que se encontram igualmente à margem; cidadãos excluídos pela sociedade ou afastados dela na tentativa de se proteger; peões periféricos separados por um muro simbólico erguido entre dois extremos e cuja única intenção é impedir que estes opostos se reconheçam ou tomem consciência um do outro. Ambos ligados à ordem construída para anestesiar as potências de revolta que denunciam um sistema excludente e desigual. "A Mulher Arrastada" é uma montagem independente idealizada pelo seu autor, o dramaturgo Diones Camargo, em parceria com a encenadora Adriane Mottola (fundadora da Cia. Stravaganza) e a atriz Celina Alcântara (cofundadora do UTA - Usina do Trabalho do Ator), e que conta com renomados artistas de diversas áreas. Vencedora dos Prêmios Braskem Em Cena 2018 de Melhor Espetáculo e Melhor Atriz, esta elogiada peça-manifesto vem percorrendo importantes mostras das artes cênicas no Brasil e no Exterior.

Transmissão pelo youtube | site Direção:Adriane Mottola Dramaturgia:Diones Camargo Elenco:Celina Alcântara e Pedro Nambuco Iluminação:Ricardo Vivian Trilha Sonora:Felipe Zancanaro Duração:50 minutos Classificação: 12 anos
+ Infos no site: mostracura.com.br

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

CURA - MANIFESTO



A CURA - I Mostra de Artes Cênicas Negras de Porto Alegre, surge em um contexto pandêmico, onde as feridas que já existiam se ampliam e dinamizam. Nesse sentido, o evento surge como o cuidado necessário para o fortalecimento da dignidade negra nas disputas artísticas cênicas. Um evento proposto por e para artistas negras e negros, com o intuito de celebrar e mapear as produções e os corpos que produzem o antídoto contra a doença colonial, através da arte.

Manifesto

A cura que pensamos tem a ver com os movimentos necessários para a evolução. Para a cura de uma ferida é necessário estancar o que consome a carne, cessar a dor e sua causa. Após é necessário limpar, lavar e tratar com os unguentos, ervas, magias, feitiçarias: tecnologias ancestrais de cuidado e continuidade. Diante da cura o corpo fraturado se levanta e reconstitui sua dignidade no presente para a criação do futuro.

A CURA - I Mostra de Artes Cênicas Negras de Porto Alegre, surge em um contexto pandêmico, onde as feridas que já existiam se ampliam e dinamizam. Nesse sentido, o evento surge como o cuidado necessário para o fortalecimento da dignidade negra nas disputas artísticas cênicas. Um evento proposto por e para artistas negras e negros, com o intuito de celebrar e mapear as produções e os corpos que produzem o antídoto contra a doença colonial, através da arte.

Produções de artistas que discutem temas ligados questões e desejos individuais ao mesmo tempo que tocam e aprofundam questões de ordem coletiva, como a luta antirracista, o racismo, a fabulação de futuros positivos e a celebração da vida. A Mostra CURA apresenta em sua primeira edição as produções de artistas da cidade e de outros territórios do Brasil, marcando a presença e a potência nas Artes Cênicas da atualidade.

Teatro, dança, performance, processos híbridos, conversas, axé, ebós, dengos, organização, festa: tudo está posto ao mesmo tempo. As produções da Mostra CURA propõem pensar as contra-colonizações cênicas e apontam modos futuros para os processos de criação. Um tempo pautado pelas experiências negras.

E nós do Olhares da Cena estaremos inseridos na mostra realizando as críticas de todos os trabalhos dessa cura.

Fonte: MOSTRA CURA

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

CURA - I MOSTRA DE ARTES CENICAS NEGRAS DE PORTO ALEGRE



Foi lançada ontem, dia 18 de novembro, a CURA – Iª Mostra de Artes Cênicas Negras de Porto Alegre. Idealizada pelos artistas Silvia Duarte e Thiago Pirajira, a iniciativa oferecerá ao público um panorama das artes cênicas local. A CURA irá ocorrer de 02 a 07 de dezembro e dará acesso gratuito a toda à programação, composta por espetáculos de teatro, dança, música e performances interativas em plataformas de videoconferência,  apresentando um espectro diverso e plural de artistas que produzem sob as mais variadas linguagens e estéticas. A realização é da Coordenação de Artes Cênicas da Secretaria Municipal da Cultura. O lançamento é marcado pela apresentação das redes sociais do projeto. 

E nós aqui do Olhares da Cena vamos participar dessa CURA através de críticas sobre os espetáculos da mostra. 


“A cura que pensamos tem a ver com os movimentos necessários para a evolução. Para a cura de uma ferida é necessário estancar o que consome a carne, cessar a dor e sua causa. Após, é necessário limpar, lavar e tratar com os unguentos, ervas, magias, feitiçarias: tecnologias ancestrais de cuidado e continuidade. Diante da cura o corpo fraturado se levanta e reconstitui sua dignidade no presente para a criação do futuro”, afirma o Manifesto da Mostra.


 
– A CURA – I Mostra de Artes Cênicas Negras de Porto Alegre surge em um contexto pandêmico, no qual as feridas que já existiam se ampliam e dinamizam, afirma a atriz e produtora Silvia Duarte. – Nesse sentido, a iniciativa se insurge como o cuidado necessário para o fortalecimento da dignidade negra nas disputas artísticas cênicas. Um evento proposto por e para artistas negras e negros, com o intuito de celebrar e mapear as produções e os corpos que produzem o antídoto contra a doença colonial, por meio da arte, complementa o ator e diretor Thiago Pirajira. para além de uma visão racista sobre identitarismo, se configura como um espaço de legitimação de novas narrativas no cenário artístico.


A Mostra CURA apresenta em sua primeira edição as produções de artistas da cidade e de outros territórios do Brasil, marcando a presença e a potência nas Artes Cênicas da atualidade. Produções de artistas que discutem temas ligados às questões e desejos individuais ao mesmo tempo em que tocam e aprofundam questões de ordem coletiva, como a luta antirracista, o racismo, a fabulação de futuros positivos e a celebração da vida.

Teatro, dança, performance, processos híbridos, conversas, axé, ebós, dengos, organização, festa: tudo está posto ao mesmo tempo. As produções da Mostra CURA propõem pensar as contra colonizações cênicas e apontam modos futuros para os processos de criação. Um tempo pautado pelas experiências negras.

Acompanhe e siga o projeto nas redes sociais:

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youtube: https://www.youtube.com/channel/UCcsbzEF48M5HJiwliN1GkFw 

FICHA TÉCNICA:

Direção geral e curadoria: Silvia Duarte e Thiago Pirajira

Produção: Ju Barros e Túlio Quevedo
Assessoria de Imprensa: Silvia Abreu Consultoria Integrada de Marketing
Mídias e redes sociais: Daniele Rodrigues
Design gráfico: Aline Gonçalves
Audiovisual: Macumba Lab.

Registro Fotográfico: Josemar Afrovulto

Realização: Coordenação de Artes Cênicas da Secretaria Municipal da Cultura – Prefeitura de Porto Alegre

Apoio: Plataforma Plus | Olhares da Cena |Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC-UFRGS)

Por: Silvia Abreu