domingo, 21 de abril de 2019

MILHÕES CONTRA UM - CRÍTICA



OAZES DE QUALIDADE E ORIGINALIDADE

por Diego Ferreira*

"Milhões contra um" não se trata apenas de um espetáculo. Trata- se de um ato político, trata - se de uma família que trabalha incansávelmente pela arte do teatro na capital e apenas esta premissa já valeria a ida ao teatro. Mas o espetáculo nos atravessa de tal maneira que é impossível não parar e refletir sobre as camadas e proposições do projeto.

Primeiro que a união da família Oliveira Azevedo (Oazes) é tamanha que transborda em todos os detalhes da cena, provocados por Ricardo Zigomático que soube aproveitar e extrair o melhor de cada um. As atuações de Carlos Azevedo e Lisiane Medeiros estão tão afinadas que o espectador fica magnetizado tamanha entrega. Conheço o trabalho do Carlos Azevedo como grande profissional da iluminação e sei que fazia muito tempo que não atuava, mas ao vê lo em cena temos a consciência de termos em nossa frente um ator meticuloso, forte e que consegue articular sua interpretação através de sutilezas e pequenas ações físicas como vemos na cena do homem com o capuz. Lisiane Medeiros como a mulher que conduz a bomba também destila sensibilidade e nos entrega o melhor de um trabalho que envolve ética e paixão. Lisiane é dona de si e de tudo ao mesmo tempo, domina a cena e todo o espiral que conduz o espectador num labirinto de sensações provocados pelo cenário minimalista, trilha e iluminação que é seca, bruta e pontual mas que eu achei genial do modo em que é operacionalizada em cena, assim como a trilha. Ponto positivo são os figurinos de Antonio Rabadan que através dos tons e texturas imprime à cena uma estética que contribue muito para o desenrolar da narrativa, assim como a maquiagem de Elison Couto. " Milhões contra um" é teatro de ótima qualidade e daqueles trabalhos que te pega pela originalidade e qualidade que te surpreende pelo despojamento, quebra de barreiras entre o real e o ficcional e principalmente pela manutenção da família de artistas que segue na labuta da arte. Um bravo especial a Ricardo Zigomático que conseguiu entender e traduzir em excelente espetáculo os anseios do Oazes. Zigomático concretiza uma direção criativa e pontual de um espetáculo que ficará na memória. Trabalho imperdivel!


FICHA TÉCNICA 

Texto: Raul Germano Brandão e Grupo Oazes
Direção: Ricardo Zigomático
Elenco: Carlos Azevedo e Lisiane Medeiros
Design de Iluminação: Casemiro Azevedo
Trilha Sonora Original: Vitório O. Azevedo
Figurinos: Antonio Rabàdan
Maquiagem e Cabelo: Elison Couto
Maquiagem de efeito: Amanda Gatti
Programação Gráfica: Vitório O. Azevedo
Teasers: Breno Dias
Cenografia: Grupo Oazes
Produção Executiva: Amanda Gatti
Fotos: Adriana Marchiori e Amanda Gatti
Duração: 50 minutos
Classificação Etária: 14 anos. 


*Diego Ferreira é Graduado em Teatro/UERGS. Escreve comentários críticos no blog Olhares da Cena. É integrante do Grupo de Estudos em Dramaturgia de Porto Alegre coordenado por Diones Camargo. Foi jurado do Prêmio do Prêmio Açorianos de Teatro em 2013 e 2018. Professor de Teatro na Unisinos e Unilasalle. Diretor do Grupo Skatá de Canoas.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

TABATABA - DOIS CONTRA O MUNDO (RS)

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VOZES NEGRAS NO CENTRO DA CENA

por Diego Ferreira*

“Taba Taba” é uma adaptação do texto de Bernard Mariè Koltes realizada por Rafael Sandino. Partimos da premissa que a escolha do texto para a atual montagem é de extrema importância, pois trata de questões que remontam a África e suas ancestralidades, confirmando a importância, podemos apenas observar a noite da apresentação, onde a sala estava totalmente lotada, pessoas tendo que ir embora, e na platéia a maioria dos espectadores eram negros para ver no palco dois intérpretes também negros desvelarem suas histórias e de seus pares.
         “TabaTaba” é uma história em que a solidão é o ponto de encontro. Dois irmãos, Maimouna e Abou, vivem além da impossibilidade de sentir o comportamento "normal" das pessoas de sua cidade como suas. O pequeno Abou deposita todo o seu desejo em sua Harley-Davidson e passa o dia com ela; Maimouna, como irmã mais velha e responsável por sua criação, sente-se humilhada por esse comportamento e tenta orientá-lo para uma aparência mais social. Mas à medida que o tempo avança, pode-se ver uma cumplicidade obscura entre os dois que mitiga a angústia de não pertencer.  A montagem evidencia este “não pertencer” através dos relatos pessoais dos atores, numa espécie de distanciamento da narrativa de Koltes. A perversão os mantém longe da sociedade, mas ao mesmo tempo é o elo que os une.  
Maimouna aparece no pátio de casa conversando com seu irmão mais novo. Ela o censura por se dedicar apenas a polir a motocicleta em vez de perseguir as garotas, assim como todos os garotos de sua idade. Lutas menores, os indivíduos grandes tratados com ternura, no qual o autor francês Bernard Marie Koltès evoca a difícil missão que é deixar a infância, território que um dia é necessário partir e que, no entanto, nunca nos abandona.
O que mais exalto na produção é a inserção de novos fragmentos e depoimentos pessoais que somados ao texto de Koltes criam uma nova dimensão, tornando a dramaturgia intertextual, com outras vozes que ressoam melhor no espectador contemporâneo.
A direção de Sandino consegue extrair o melhor da sua dupla de intérpretes, estando exatamente aí o que há de melhor da produção e a base da sustentação da produção são os atores. A iluminação de Fabiana Santos é pontual e consegue exercer bem o seu papel de criar atmosferas e texturas reportando o espectador para esta África quente. Assim como a trilha sonora e figurinos que são simples e essenciais. A silhueta da motocicleta talvez seja o elemento que mais tenha me intrigado no início, pois é um elemento muito importante, quase um personagem, que desencadeia a narrativa do espetáculo, e me intrigou justamente, pois no inicio da encenação víamos apenas a silhueta chapada de motocicleta, e isto negava as ações dos personagens, não combinava com a concepção que até então estávamos assistindo. Porém, num determinado momento da montagem, a silhueta é virada e mostra a outra faceta, demonstrando uma reprodução bastante fiel de uma motocicleta, um baita acerto de Chico Machado, aí neste momento eu vibrei e penso que poderia estar assim desde o inicio, pois a cena ficaria mais coerente, lógico que apenas um pensamento meu.
Outro elemento que em minha opinião seria desnecessário é a projeção de vídeos, pois serve apenas para duplicar os atores, mas o problema maior é a operação e manipulação da câmera e projetor que me incomodou enquanto espectador, pois desvia o foco da cena, desestabilizando a cena, a não ser que este seja o propósito.
Tirando estes detalhes, penso que Hayline da Rosa Vitória e Phillipe Coutinho são os senhores da cena, dois atores tão jovens que se entregam em atuações vigorosas e intensas. Hayline tem uma presença radiante que faz com que ela se agiganta em cena, se utilizando de sutilezas e de uma voz precisa. Phillipe é daqueles atores que puxam o foco para si, através de sua energia e sensibilidade, que sabe muito bem o que está fazendo no palco. Lógico que é mérito de Sandino amarrar todos os elementos através de sua direção, e nos oferece um espetáculo forte, político e que reflete as questões da negritude e sua dimensão histórica e atual na cena gaúcha.

FICHA TÉCNICA
Direção: Sandino Rafael
Elenco: Hayline da Rosa Vitória e Phillipe Coutinho
Iluminação: Fabiana Santos
Operador de projeção: Fabrício Zavareze
Sonoplastia: Sandino Rafael
Cenografia: Chico Machado
Fotografia: Dayane Alencar

*Diego Ferreira é Graduado em Teatro/UERGS. Escreve comentários críticos no blog Olhares da Cena. É integrante do Grupo de Estudos em Dramaturgia de Porto Alegre coordenado por Diones Camargo. Foi jurado do Prêmio do Prêmio Açorianos de Teatro em 2013 e 2018. Professor de Teatro na Unisinos e Unilasalle. Diretor do Grupo Skatá de Canoas.


domingo, 14 de abril de 2019

VAGA (RS)

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DESLOCAMENTOS DE CORPOS POLÍTICOS

Por Diego Ferreira*

Corpos que vagam...
Corpos que suam...
Corpos em deslocamento
Corpos refugiados
Corpos imigrantes e migrantes
Corpos que vagam
Vaga
Vaga é um ato político desenhado nos corpos dos intérpretes
Vaga é forte
Vaga é macro e micro ao mesmo tempo
É geopolítico no que tange ao deslocamento e organização de povos e de indivíduos que carregam suas histórias que estão gravadas nos corpos
De onde venho e para onde vou...
Fico
Fica
Vaga é composto por uma grande diversidade de corpos, individualidades e subjetividades que se misturam e indicam caminhos para a própria formação do nosso país que foi formado por diversas etnias.
A GEDA cia de dança através da direção de Maria Waleska van Helden se apropria de um espaço não convencional localizado no Multipalco Theatro São Pedro e através de sua concepção Vaga consegue nos provocar desde os primeiros instantes como a entrada da mãe com sua filha no colo, partindo na seqüência inicial da marcha dos refugiados que se inicia no andar superior do espaço e que é de uma beleza extraordinária. As coreografias seguintes também provocam através dos discursos presentes nos corpos e na fala dos intérpretes. A GEDA está de parabéns por nos proporcionar outro olhar sobre um tema tão recorrente no Brasil como este. A iluminação do Casemiro Azevedo auxilia na criação e delimitação do espaço, assim como a vibrante trilha sonora ao vivo de Loua Oula Djembé, que contagia com seus tambores dando o tom a cena, mas não somente neste sentido, pois apenas a presença de Djembé já é um signo super importante e que dialoga muito com a questão da diversidade apresentada na cena. A canção - tema do Thiago Ramil é linda demais e soma - se junto a todos os acertos da produção.
Em suma, o espetáculo “Vaga” se propõe com êxito a discutir a concepção política que atravessa os discursos da dança contemporânea, a partir da contextualização e exploração das noções de política e estética presentes no pensamento acerca de migração e refugiados. Merece nosso aplauso pelas belas imagens, poesia e encantamento que um tema bastante duro consegue provocar nos corpos políticos dos bailarinos.
Ficha técnica
Direção e concepção: Maria Waleska van Helden
Intérpretes/criadores: Bodh Sahaj, Graziela Silveira, Geórgia Macedo, Priya Mariana Konrad, Consuelo Vallandro, João Lima, Clarissa Gomes, Felipe Suares, Carini Pereira, Morena dos Anjos, Danielle Costa, Marilice Bastos e Aline Karpinski.
Elenco de apoio: Nury Salazar, Juliana Nolibos, Natália Streb, Omara Longe e Perla Santos.
Assistente de direção: Luciana Dariano
Ensaiadora: Graziela Silveira
Trilha sonora: Thiago Ramil e Loua Oula Djembé
Iluminação: Carol Zimmer 
Operação de Iluminação: Casemiro Azevedo
Produção Executiva: Ana Paula Reis / Bendita Cultura
Duração: 40 minutos
Classificação indicativa: Livre
Realização: Kapsula Produções Culturais

*Diego Ferreira é Graduado em Teatro/UERGS. Escreve comentários críticos no blog Olhares da Cena. É integrante do Grupo de Estudos em Dramaturgia de Porto Alegre coordenado por Diones Camargo. Foi jurado do Prêmio do Prêmio Açorianos de Teatro em 2013 e 2018. Professor de Teatro na Unisinos e Unilasalle. Diretor do Grupo Skatá de Canoas.

quinta-feira, 14 de março de 2019

COMISSÃO JULGADORA - 10° PRÊMIO OLHARES DA CENA


É com grande alegria que apresentamos a comissão julgadora do 10º Prêmio Olhares da Cena. Neste ano teremos o privilégio de contar com quatro profissionais com formação qualificada em suas respectivas áreas e que através de suas experiências e critérios vão escolher os destaques da temporada de 2019. 
Abaixo o perfil dos nossos jurados em ordem alfabética: 


Diego Ferreira – Diretor e Professor de Teatro DRT 10706 

Graduado em Teatro: Licenciatura na UERGS/FUNDARTE em 2009. Integrante do Grupo de Estudos em Dramaturgia de Porto Alegre coordenado pelo dramaturgo Diones Camargo. Diretor do Grupo Skatá, Produtor, Ator e Professor das disciplinas de Expressão Corporal I e II no curso de Tradutor e Intérprete de Libras no Unilasalle (Canoas), professor no Curso de Formação de Atores do Galpão de Artes (Canoas) e no Curso de Extensão “Desibinição através do Teatro" e "Teatro como instrumento na Educação" na Unisinos(São Leopoldo). Professor de Teatro na escola Art's Company (Canoas) e no Colégio Lasalle. Blogueiro, onde escreve críticas teatrais. Foi crítico convidado do Festival de Teatro de Montenegro nas edições de 2012 e 2014. Em 2013 e 2018 foi integrante da Comissão Julgadora do Prêmio Açorianos Revelação, concedido pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Iniciou a sua trajetória no teatro em Porto Alegre em 1995, desde então vem aprimorando seus conhecimentos na área teatral. Em sua formação já fez cursos com diversos profissionais entre os quais: Ciça Reckzieguel, Jezebel de Carli, Marco Fronchetti, Tatiana Cardoso, Celina Alcântara, Carlos Mondinger, Roberto Birindelli, Débora Finochiario, Cia do Latão, Ói nóis aqui traveiz, Hebe Alves, Juliana Pamplona, Nando Moraes, Edison Garcia entre outros. Atualmente tem se dedicado a dirigir o Grupo Skatá (Canoas), além de ministrar oficinas de teatro para grupos. 


Igor Ramos - Ator/Diretor/Produtor Cultural


Igor Ramos é ator, diretor, oficineiro e produtor cultural. DRT 8653. Graduando no Curso Superior de Tecnologia em Produção Cênica da Faculdade Monteiro Lobato/Porto Alegre. Desde 2013 trabalha na Secretaria de Cultura de Viamão,  ocupou em 2015 o cargo de Secretário Interino, atualmente é Diretor Geral da pasta.
Ministrou curso de extensão de teatro no Instituto Federal do Rio Grande do Sul - Campus Viamão (2018) e atualmente ministra aulas de teatro no Colégio Espírito Santo de Canoas e Colégio Stella Maris de Viamão. Diretor do Grupo Teatral Leva Eu onde já recebeu diversos prêmios de melhor ator, diretor e espetáculo em festivais de teatro da região metropolitana, interior e fronteira, além de dirigir, produzir e atuar em  diversos filmes e comerciais da TV e Cinema.
Foi jurado do Prêmio Revelação dos Projetos Novas Caras e Teatro Aberto de Porto Alegre em 2011, jurado do Prêmio Tibicuera de Teatro Infantil de Porto Alegre em 2012. Jurado do Festival de teatro da Rural (Rural Em Cena), na cidade de Osório em 2013 e jurado do FESTIL – Festival de Teatro Estudantil de Gravataí (2018). Idealizador e produtor desde 2012 do Festival Viamonense de Teatro Estudantil (FEVITE). Desde 2015 produz a Mostra de dança e o cortejo cultural no mesmo Município. Foi membro do Conselho Municipal de Cultura de Viamão e do Colegiado Estadual de Teatro.
Registro Profissional MTPS / DRT - 8653
Cadastro de Produtor Cultural / CEPC: 6374

José Henrique Alves - Crítico Teatral

José Henrique Alves transita entre o teatro e literatura é escritor - literário e roteirista - e contador de histórias. Formado na Graduação de Licenciatura em Artes Visuais - UCS  e Curso de Roteiro na Academia Internacional de Cinema - SP. Henrique sempre está pronto para viajar o Brasil e nas histórias. Um desbravador de novos lugares e não mede esforços para realizar seus sonhos. Nasceu em Caxias do Sul, em 1987, atualmente mora em Porto Alegre e teve o prazer de estudar Crítica Teatral e está a frente do site Critica e Dialogo JH. 

Juliana Johann - Artista Cênica
Juliana Johann é artista cênica e licenciada em dança pela UFRGS. É integrante do Grupo de Brincantes do Paralelo 30º, com o qual participou do espetáculo “Acerca de nós” e de festivais internacionais de folclore, tendo recebido em 2014 o prêmio açorianos de destaque em danças folclóricas/étnicas. Participou do projeto de extensão DESC – Dança, educação somática e criação em 2017, e atualmente faz parte do Trio Florescer, coletivo independente de dança e performance. É atriz e produtora no Grupo Teatral Leva Eu, onde realizou trabalhos para o público infantil e adulto e participou de diversos festivais de teatro no estado. É produtora executiva da Mostra de Dança Viamonense e faz parte da equipe de produção do Cortejo Cultural de Viamão e do FEVITE (Festival Viamonense de Teatro Estudantil), festival que em 2019 fará sua 7ª edição. Além de sua trajetória cênica, é professora de dança e teatro e ministra oficinas em escolas e espaços de arte.   
Graduanda em dança - UFRGS
Registro profissional MTPS - DRT: 0012560

quarta-feira, 6 de março de 2019

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O PRÊMIO OLHARES DA CENA 2019



Prezado produtor

Em 2019 o Prêmio Virtual Olhares de Cena chega a sua décima edição e para marcar esta data estamos organizando uma edição festiva que contemple os profissionais das artes cênicas do estado e a nível nacional. Nesta edição pretendemos fechar parcerias para que o prêmio deixe de ser apenas virtual e passe a ter uma data que entre para o calendário da cidade de Porto Alegre. Um dia de festa onde possamos reunir a classe teatral e que seja entregue troféus para os profissionais contemplados em cada categoria.
Diante disso, caro produtor, te convidamos a participar deste momento juntamente conosco. Neste ano vamos fazer um pouco diferente, pois nas outras edições apenas o editor do blog assistia aos espetáculos e indicava conforme seus critérios. Agora seremos quatro profissionais da área que irão assistir aos espetáculos ao longo do ano e vão indicar os profissionais em cada categoria que vão ser divulgados no final do ano.  
Para que possamos assistir ao seu espetáculo solicitamos que nos envie um e-mail para premioolharesdacena@gmail.com, com antecedência de 20 dias, encaminhando um realese com ficha técnica completa e 3 fotos de cena, assim como material gráfico, pois existe uma categoria específica para identidade visual.
Como não temos nenhum tipo de apoio, solicitamos a produção 4 (quatro) cortesias para que os avaliadores possam assistir ao seu espetáculo.

REGULAMENTO

As Categorias e Critérios
1. O Prêmio Olhares da Cena é destinado aos profissionais de Teatro e Dança no país que tenham realizado uma apresentação em Porto Alegre/interior do estado entre 1º de março e 23 de dezembro. Podem concorrer espetáculos de Dança, Teatro Adulto e Infantil, realizados na rua ou espaços alternativos, assim como performance, musicais e espetáculos híbridos que contemplem as diversas linguagens cênicas, assim como espetáculos resultantes de cursos de formação.
2. Na impossibilidade de o júri assistir a todos os espetáculos da temporada, seus integrantes terão autonomia para definir critérios com o objetivo de avaliar o maior número possível de produções.
3. O número mínimo de apresentações para que o espetáculo seja elegível aos prêmios é de apenas 01 apresentação.
4. A entrega de prêmios será realizada no início do ano seguinte à temporada em questão. Receberão troféu apenas os espetáculos gaúchos, os espetáculos nacionais receberão um certificado encaminhado via e-mail a produção do mesmo.

5. São 15 categorias:
A – PRÊMIO ESPECIAL
B - MAQUIAGEM
C – DESIGN GRÁFICO/IDENTIDADE VISUAL
D – FOTOGRAFIA DE CENA
E – TRILHA SONORA
F – ILUMINAÇÃO
G - CENÁRIO
H - FIGURINO
I -  ATRIZ COADJUVANTE
J – ATOR COADJUVANTE
K – ATRIZ / BAILARINA
L – ATOR / BAILARINO
M – DRAMATURGIA
N – DIREÇÃO
O - ESPETÁCULO
6. Os autores concorrem com dramaturgia autoral ou adaptação.
7.  Além das categorias, o Prêmio Olhares da Cena de Teatro, a cada festa de premiação, fará uma Homenagem Especial a uma personalidade da área teatral. Para esta indicação será entregue um troféu ao agraciado(a).
As Indicações
8. A comissão indicará no máximo cinco concorrentes em cada categoria. O vencedor será escolhido, portanto, entre os indicados.
A Comissão Julgadora / Escolha
9. A comissão julgadora - será composta de três pessoas, convidadas pela Olhares da Cena entre artistas, personalidades ligadas ao teatro e ao mundo cultural, críticos, etc
Parágrafo 1 - É vedado a qualquer membro da comissão votar e ser premiado em qualquer categoria de espetáculo do qual tenha participado.

sexta-feira, 1 de março de 2019

VENCEDORES DO 9º PRÊMIO OLHARES DA CENA

TEATRO GAÚCHO

PRÊMIO ESPECIAL
 
 Jessé Oliveira - Gestão CCMQ

MAQUIAGEM


Cia Stravaganza - PEQUENO TRABALHO PARA VELHOS PALHAÇOS


DESIGN GRÁFICO/IDENTIDADE VISUAL


Sandro Ka - PEQUENO TRABALHO PARA VELHOS PALHAÇOS

FOTOGRAFIA DE CENA


Cláudio Etges - IMOBILHADOS

TRILHA SONORA
A imagem pode conter: Álvaro RosaCosta, sentado e violão
Álvaro Rosacosta - CHAPEUZINHO VERMELHO

ILUMINAÇÃO
A imagem pode conter: 1 pessoa, sapatos e área interna
Carol Zimer -  DA DURA TAREFA DE NÃO ATIRAR CONTRA A PRÓPRIA CABEÇA...

CENOGRAFIA
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e área interna
Rodrigo Shalako - IMOBILHADOS


FIGURINO
A imagem pode conter: 1 pessoa, área internaA imagem pode conter: 1 pessoa
Daniel Lion - CHAPEUZINHO VERMELHO e PEQUENO TRABALHO PARA VELHOS PALHAÇOS


ATRIZ COADJUVANTE
A imagem pode conter: 1 pessoa
Mani Torres - DA DURA TAREFA DE NÃO ATIRAR CONTRA A PRÓPRIA CABEÇA...


ATOR COADJUVANTE
Nenhuma descrição de foto disponível.
Henrique Gonçalves - CHAPEUZINHO VERMELHO

ATOR
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Paulo Flores - MEIERHOLD

ATRIZ

A imagem pode conter: Sandra Dani, sorrindo, em pé
Sandra Dani - PEQUENO TRABALHO PARA VELHOS PALHAÇOS


DRAMATURGIA

A imagem pode conter: 1 pessoa, barba
Francisco Gick - DA DURA TAREFA DE NÃO ATIRAR CONTRA A PRÓPRIA CABEÇA...



DIREÇÃO
A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, óculos e close-up
Camila Bauer - CHAPEUZINHO VERMELHO

ESPETÁCULO
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e área interna
DA DURA TAREFA DE NÃO ATIRAR CONTRA A PRÓPRIA CABEÇA ENQUANTO O MUNDO SE DESPEDAÇA Á SUA VOLTA E PARECE QUE A ÚNICA COISA A FAZER É UMA COISA SEM SENTIDO COMO DANÇAR UMA LAMBADA; E VOCÊ DANÇA





ESPETÁCULOS NACIONAIS


TEATRO NACIONAL

MAQUIAGEM
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Gabriel Vilella - BOCA DE OURO

DESIGN GRÁFICO/IDENTIDADE VISUAL
Resultado de imagem para hamlet armazem cia de teatro
João Gabriel Monteiro e Jopa Moraes - HAMLET


FOTOGRAFIA DE CENA
Resultado de imagem para gritos renato mangolin
Renato Mangolin - GRITOS


TRILHA SONORA

Fernando Alabê e Jé Oliveira - FARINHA COM AÇUCAR

ILUMINAÇÃO
Resultado de imagem para gritos renato mangolin
ARTUR LUANDA RIBEIRO e HUGO MERCIER - GRITOS


CENOGRAFIA
Resultado de imagem para hamlet armazem cia de teatro
Carla Berri e Paulo de Moraes - HAMLET

FIGURINO
Resultado de imagem para suassuna o auto do reino do sol
Kika Lopes e Heloisa Stocker - SUASSUNA - O AUTO DO REINO DO SOL 


ATRIZ COADJUVANTE
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Lisa Eiras - HAMLET


ATOR COADJUVANTE
Resultado de imagem para o jornal the rolling stone peça
André Luiz Miranda - O JORNAL- THE ROLLING STONE


ATOR
Resultado de imagem para hilton cobra
Hilton Cobra - TRAGA-ME A CABEÇA DE LIMA BARRETO!

ATRIZ
Resultado de imagem para amanda lyra quarto 19
Amanda  Lyra - QUARTO 19


DRAMATURGIA
A imagem pode conter: 1 pessoa, barba, noite e close-up
Giordano Castro - DINAMARCA


DIREÇÃO


Pedro Wagner - DINAMARCA


ESPETÁCULO

FARINHA COM AÇUCAR OU SOBRE A SUSTANÇA DE HOMENS E MENINOS