sábado, 6 de maio de 2017

VENCEDORES DO 7º PRÊMIO VÁLVULA DE ESCAPE/OLHARES DA CENA

Eis a lista dos vencedores da 7º edição do Prêmio Válvula de Escape (2016). Uma homenagem aos trabalhadores cênicos do estado e do Brasil. Aqui não tem entrega de troféu, nem tampouco premiação em dinheiro, apenas uma lembrança aos que se destacaram segundo a opinião do autor do blog. 
O Brasil vive tempos sombrios, na política sobretudo na arte e o reflexo disto é a escassez de espaço para a produção e apresentação de espetáculos cenicos. E por aqui não é diferente, mas a RESISTÊNCIA é o que tem movido os trabalhadores da arte. Por isso um salve a toda a classe artistica e que este ano tudo pode se desenvolver de modo diferenciado com muita arte e projetos para todos.

Vamos aos premiados:

TEATRO GAÚCHO

MAQUIAGEM
Tuti Kerber - BERNARDO E MARIANA

DESIGN GRÁFICO/IDENTIDADE VISUAL
Sandro Ká - GPS GAZA

FOTOGRAFIA DE CENA
Alisson Fernandes - ATÉ O FIM

TRILHA SONORA
Simone Rasslan e Álvaro RosaCosta - DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS

ILUMINAÇÃO
Bathista Freire - DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS

CENOGRAFIA
Kiko Angelin - A MECÂNICA DO AMOR

FIGURINO

Fabrizio Rodrigues - BERNARDO E MARIANA


ATRIZ COADJUVANTE
Angela Spiazzi -  DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS

ATOR COADJUVANTE

Gabriel Picinatto - JOÃO E MARIA E O DESCONHECIDO MUNDO LÁ FORA


ATOR


Cassiano Ranzolin -  DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS

ATRIZ
Margarete Scherer - DÁ LICENÇA POR FAVOR

DRAMATURGIA
Júlio Conte - A MECÂNICA DO AMOR

DIREÇÃO
Zé Adão Barbosa, Carlota Albuquerque e Larissa Sanguiné -  DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS

ESPETÁCULO

DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS



TEATRO NACIONAL



DESIGN GRÁFICO/IDENTIDADE VISUAL

Vitor Bezerra - JACY

FOTOGRAFIA DE CENA

Coletivo As Travestidas - BR TRANS

TRILHA SONORA

Cia Nu Escuro - PITORESCA

ILUMINAÇÃO
Ronaldo Costa - JACY

CENOGRAFIA

Mathieu Duvignaud - JACY

FIGURINO

Rita Alves  - PITORESCA

ATRIZ COADJUVANTE

Adriana Brito - PITORESCA

ATOR COADJUVANTE

Edivaldo Batista- RÉPÉTER

ATOR

Silvério Pereira - BR TRANS

ATRIZ

Quitéria Kelly - JACY

DRAMATURGIA
Henrique Fontes e Pablo Capistrano - JACY

DIREÇÃO
Jezebel de Carli - BR TRANS


ESPETÁCULO
BR TRANS

domingo, 17 de janeiro de 2016

DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS (RS)

Foto: Adriana Marchiori


Qualidade, bom gosto e requinte nos palcos gaúchos

“Dona Flor e seus dois maridos”, abriu a programação do Porto Verão Alegre. Trata-se de uma adaptação e apropriação da obra de Jorge Amado. O espetáculo gaúcho parte de uma das obras mais conhecidas do Brasil. O que diferencia este trabalho das outras linguagens ao qual já fora adaptado:  o cinema, a literatura e a televisão é a apropriação da teatralidade latente e potente vistos no palco. Dirigido por Zé Adão Barbosa, Carlota Albuquerque e Larissa Sanguiné “Dona Flor” destila na cena uma série de sensações provocadas por sons, cores, texturas, aromas e os corpos dos atores provocando no espectador uma verdadeira catarse.
O espetáculo é uma verdadeira homenagem a obra de Jorge Amado, pois os diretores não se contaminaram pela grande oferta de referenciais existentes e já realizados acerca da obra, pelo contrário, souberam criar, cada um a seu modo, uma cena inventiva e poética, recheada de signos e simbologias partindo de elementos muito simples que remetem a vida noturna de Salvador.
A chamada pós modernidade teatral articulou novos padrões de encenação, requisitando do espectador uma percepção centrada nas sensações, ora desconstruindo a fábula, e evitando qualquer significado racional, ora centrado na experiência estética da performance da representação. E é justamente o que acontece neste trabalho. A priori, o espectador já conhece a fábula da narrativa, o triângulo Flor-Vadinho-Teodoro está enraizado na cultura brasileira principalmente pela abordagem televisiva, mas no caso desta encenação o acerto está justamente em colocar em cena um retrato teatralizado através de uma estrutura polifônica,  fazendo da obra de Jorge Amado um meio e não um fim. Cabe salientar que o espetáculo não é uma simples tradução do texto literário, mas um mergulho nas potencialidades que tornam a cena inventiva a cada quadro.
A trilha sonora do espetáculo é um dos elementos que contribuem para que esta estrutura polifônica funcione muito bem. A direção musical de Simone Rasslan e Álvaro RosaCosta é um dos destaques da encenação, demonstrando mais uma vez a qualidade destes profissionais. Recheada de canções autorais e clássicos de domínio público que incluem samba, valsa, tango entre outros, interpretados ao vivo pelos atores e com acompanhamento instrumental da própria Simone Rasslan e de Kiti Santos. Qualidade, bom gosto e requinte que nos reportam para a Bahia, seu folclore e sua cultura.
Outro destaque é a estética da montagem com seu cenário de Paulo Pereira, que a priori é muito simples, mas que a direção soube aproveitar muito bem. Uma mesa, algumas janelas com seus ladrilhos, tecidos, um lustre (e que belo lustre!) e uma infinidade de possibilidades que transportam o espectador a outros lugares. A cena inicial é de uma beleza rara. A iluminação de Bathista Freire é uma das mais lindas que já vi, pois consegue criar ambientes e texturas diferenciadas, dialogando o tempo todo com a obra. Ora com cores vibrantes, ora limitando espaços, deixando claramente sua marca. Zé Adão Barbosa assina também os figurinos que além de numerosos, são ricos em detalhes, com seus adereços e perucas coloridas, que dão um tom divertido as cenas.
Mas sem sombra de dúvida, o elenco é a força motriz deste espetáculo. Cassiano Ranzolin é muito feliz na personificação de seu Vadinho, um ator com uma disponibilidade e malemolência que o personagem pede, canta, dança e encanta em cena. Uma grande aposta dos diretores e consegue alcançar um resultado admirável em cena. Kaya Rodrigues é Dona Flor e traz ao palco a força da mulher, sua sensualidade e dualidade necessária para gravitar ora no mundo de Vadinho, ora no universo de Teodoro, creio que durante as próximas apresentações essa personagem ganhará ainda mais vida no corpo/alma desta linda atriz. Tom Peres é uma grata revelação, pois consegue tirar o máximo de proveito de seu personagem, construindo um modo de se expressar e deslocar em cena que cativa o espectador, realmente uma grande aposta desta montagem. Angela Spiazzi acompanho através das montagens do Terpsí e já admirava muito toda a sua expressividade, mas atuando e cantando ainda não a tinha visto, e confesso que me surpreende muito, positivamente. Suas participações além de serem pontuais, são cômicas e enérgicas, trazendo toda sua potencialidade expressiva para a personificação de suas personagens, seu corpo sempre em desequilíbrio chama para si o foco sempre que está em cena. Giovana de Figueiredo é outro nome que é destaque, que atriz maravilhosa que os diretores têm em mãos, tem um tom perfeito de comédia, simplesmente irretocável, um grande prazer de ver em cena. Léo Maciel e Álvaro RosaCosta, dois nomes já reconhecidos dos nossos palcos contribuem e muito para a condução do espetáculo, RosaCosta com sua perfeita emissão vocal e sua figura simpática, assim como Maciel que com uma garra constrói personagens potentes, que no canto faz tremer o espectador. Emilio Farias sempre com sua presença carismática e aqui surpreende por sua capacidade vocal, Maya Rodrigues mais uma aposta, pois é segura e tem força nas suas construções e Bruno Pontes é mais um que se revela e mostra a que veio. Ou seja, elenco afiadíssimo revelando novos atores que constroem um espetáculo repleto de méritos. Bravo!!! Produção cuidadosa que merece ser vista e revista por todos aqueles que amam o bom teatro. Vida longa a “Dona Flor e seus dois maridos”! Vida longa a produção e a todos os seus realizadores!


Dona Flor e seus Dois Maridos
Texto: Jorge Amado
Elenco: Kaya Rodrigues, Cassiano Ranzolin, Tom Peres, Álvaro RosaCosta, Giovana de Figueiredo, Maya Rodrigues, Leo Maciel, Angela Spiazzi, Bruno Pontes e Emílio Farias
Musicistas: Simone Rasslan (voz e piano) e Kiti Santos (flauta e cello)
Direção: Zé Adão Barbosa, Carlota Albuquerque e Larissa Sanguiné
Direção musical, trilha sonora original e arranjos: Simone Rasslan e Álvaro RosaCosta
Direção de produção: Joice Rossato
Iluminação: Bathista Freire
Assistência de iluminação : Daniel Fetter
Vídeos: Daniel Jainechine
Figurino: Zé Adão Barbosa
Trilha pesquisada: Simone Rasslan e Zé Adão Barbosa
Letras: Ronald Augusto, Denise Martins e Álvaro RosaCosta
Cenotécnico: Paulo Pereira
Assistência de cenotécnica: Jony Pereira
Operação de som: Beto Chedid
Consultoria técnica de som: Marcelo Bullum
Fotografia: Tom Peres
Fotografia de cena: Adriana Marchiori
Assessoria de imprensa: Liane Strapazzon
Produção executiva: Ana Cristina de Oliveira
Confecção do lustre: Daniel Jainechine
Preparação musical: Simone Rasslan
Costureiras: Almeri Souza, Mari Falcão, Maria Vilma Rossato
Passadeira: Carol Ferraz
Contraregra: Carol Ferraz, Gustavo Dienstmann e Jony Pereira
Aderecista de cabeça: Gustavo Dienstmann
Aderecista: Dinara Dorneles
Projeto gráfico: Daniel Jainechine
Diagramação: pH ácido | Criação e Cultura
Produção: Aresta Cultural
Realização: Casa de Teatro




quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

DESTAQUES DO 6º PRÊMIO OLHARES DA CENA/VÁLVULA DE ESCAPE

E chegou o momento de revelar quais foram os destaques dos blogs Válvula de Escape e Olhar(es) da Cena no teatro em 2015. Como já expliquei em outras postagens, trata-se apenas de homenagear aqueles profissionais que, no meu ponto de vista, merecem ser destacados neste ano que está findando. 
Tenho fixação em criar listas, e desde 2010 faço esta brincadeira saudável e destacar o que assisti e realmente me chamou atenção. Então vamos conhecer os destaques da 6ª edição do Prêmio Válvula de Escape. Parabéns a todos os profissionais.

HOMENAGEM ESPECIAL
2015 foi um ano de perdas nos palcos gaúchos, portanto gostaria de homenagear duas figuras que foram alicerces das artes cênicas. Lúcia Bendati e Hermes Bernardi Jr., nossos aplausos são seus.

LÚCIA BENDATI


HERMES BERNARDI JR.



E os destaques são: 
TEATRO GAÚCHO

MAQUIAGEM


Aldo Júnior Freitas e Gustavo Diestmann
 MACBODAS: TEQUILA, GUACAMOLE Y ALGO MÁS

DESIGN GRÁFICO/IDENTIDADE VISUAL

Marcel Trindade - O homem mais sério do mundo
FOTOGRAFIA DE CENA

Luciane Pires Ferreira - Os homens do triângulo Rosa

TRILHA SONORA
Candido Castro Gian Becker Israel Silva de Oliveira Daniel Fraga Tambor falante - Encanto Zumbi


ILUMINAÇÃO
Eduardo Kraemer - Cadarço de Sapato ou Ninguém está acima da redenção


CENOGRAFIA
Alexandre Navarro - Cadarço de Sapato ou Ninguém está acima da Redenção


FIGURINO
Antônio Rabadan - Os homens do triângulo Rosa

ATRIZ COADJUVANTE
Gisela Habeyche Os homens do triângulo Rosa


ATOR COADJUVANTE
Emílio Farias - Encanto Zumbi



ATOR

Marcelo Adams - Os homens do triângulo Rosa



ATRIZ
Nathália Barp - Macbodas - Tequila, guacamole y algo más


DRAMATURGIA
Thiago Pirajira, Camila Falcão, Bruno Cardoso, Bruno Fernandes, Kyky Rodrigues, Laura Lima, Manuela Miranda e Silvana Rodrigues 
 Qual a diferença entre o charme e o funk?


DIREÇÃO
Margarida Peixoto - Os homens do triângulo Rosa


ESPETÁCULO

Qual a diferença entre o charme e o funk?




TEATRO NACIONAL

PRÊMIO ESPECIAL
Sérgio Penna - bailarino CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO


MAQUIAGEM
Traço Cia. de Teatro - AS TRÊS IRMÃS


DESIGN GRÁFICO/IDENTIDADE VISUAL
Roberta de Freitas - IRMÃOS DE SANGUE


FOTOGRAFIA DE CENA
Renato Mangolin - IRMÃOS DE SANGUE

TRILHA SONORA

Felipe Storino - EDYPOP


ILUMINAÇÃO
Bertrand Perez e Artur Luanda Ribeiro - IRMÃOS DE SANGUE



CENOGRAFIA
André Curti e Artur Luanda Ribeiro - IRMÃOS DE SANGUE



FIGURINO

Natacha Belova - IRMÃOS DE SANGUE


ATRIZ COADJUVANTE 
Rita Cidade - AVENTAL TODO SUJO DE OVO


ATOR COADJUVANTE
Edceu Barbosa - AVENTAL TODO SUJO DE OVO


ATOR/BAILARINO
Marconi Araújo - PROIBIDO ELEFANTES


ATRIZ
Débora de Matos, Greice Miotello e  Paula Bittencourt - AS TRÊS IRMÃS

DRAMATURGIA
Marcos Barbosa - AVENTAL TODO SUJO DE OVO


DIREÇÃO
André Curti e Artur Luanda Ribeiro - IRMÃOS DE SANGUE


ESPETÁCULO
PROIBIDO ELEFANTES

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

INDICADOS AO 6º PRÊMIO OLHARES DA CENA/VÁLVULA DE ESCAPE

Sérgio Setti - Vencedor 2014 da categoria "Fotografia de Cena" espetáculo "As cinco pontas de uma estrela torta"
TEATRO GAÚCHO

MAQUIAGEM

Margarida Peitoxo - OS HOMENS DO TRIÂNGULO ROSA
Aldo Júnior Freitas e Gustavo Diestmann - MACBODAS: TEQUILA, GUACAMOLE Y ALGO MÁS
Daniel Gustavo - O HOMEM MAIS SÉRIO DO MUNDO
Makki Produções - A PRINCESA ENGASGADA
Orquestra de Brinquedos - ORQUESTRA DE BRINQUEDOS

DESIGN GRÁFICO/IDENTIDADE VISUAL

Priscila Bueno - ENCANTO ZUMBI
Francisco Gick e Luan Silveira - MACBODAS:TEQUILA, GUACAMOLE Y ALGO MÁS
Marcel Trindade - O HOMEM MAIS SÉRIO DO MUNDO
Grupo Teatral Trupe - O MÉDICO QUE RECEITAVA LIVROS
Gabriel Besnos e Matheus Chisté - A PRINCESA ENGASGADA

FOTOGRAFIA DE CENA

Luciane Pires Ferreira - OS HOMENS DO TRIÂNGULO ROSA
Andre Reali Olmos - QUAL A DIFERENÇA ENTRE O CHARME E O FUNK?
Júlia Ludke - O HOMEM MAIS SÉRIO DO MUNDO
Makki Produções - A PRINCESA ENGASGADA
Júlia Ludke e Paula Carvalho - UMBIGO
Coletivo Errática - MACBODAS: TEQUILA, GUACAMOLE Y ALGO MÁS

TRILHA SONORA

Candido Castro, Gian Becker Israel Silva de Oliveira Daniel Fraga Tambor falante - ENCANTO ZUMBI
Marcelo Adams - OS HOMENS DO TRIÂNGULO ROSA
João Pedro Cé - QUAL A DIFERENÇA ENTRE O CHARME E O FUNK?
Gabriel Gorski e Sergio Baiano - O HOMEM MAIS SÉRIO DO MUNDO e UMBIGO
Yanto Laitano - ORQUESTRA DE BRINQUEDO

ILUMINAÇÃO

Carlos Azevedo - ENCANTO ZUMBI
Eduardo Kraemer - CADARÇO DE SAPATO OU NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA REDENÇÃO
Mauricio Moura - OS HOMENS DO TRIÂNGULO ROSA
Guto Greca - QUAL A DIFERENÇA ENTRE O CHARME E O FUNK?
Diones Leidens e Marcelo de Carvalho  - MACBODAS: TEQUILA, GUACAMOLE Y ALGO MÁS



CENOGRAFIA

Alexandre Navarro - CADARÇO DE SAPATO OU NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA REDENÇÃO
Gil Collares - ENCANTO ZUMBI
Yara Balboni - OS HOMENS DO TRIÂNGULO ROSA
O Grupo - QUAL A DIFERENÇA ENTRE O CHARME E O FUNK?
Coletivo Errática - MACBODAS: TEQUILA, GUACAMOLE Y ALGO MÁS

FIGURINO

Antônio Rabadan - OS HOMENS DO TRIÂNGULO ROSA
Fabrizio Rodrigues - ENCANTO ZUMBI
Gustavo Dienstmann - Macbodas
Leopoldo Schneider - A PRINCESA ENGASGADA
Daniel Lion - ORQUESTRA DE BRINQUEDO

ATRIZ COADJUVANTE

Gisela Habeyche OS HOMENS DO TRIÂNGULO ROSA
Laura Lima - QUAL A DIFERENÇA ENTRE O CHARME E O FUNK?
Thaís Backes - MACBODAS: TEQUILA, GUACAMOLE Y ALGO MÁS
Guega Peixoto - MACBODAS: TEQUILA, GUACAMOLE Y ALGO MÁS
Bruna Elias - UM CONTO PARA UM REI TONTO
Sónia Magina - PÃO COM LINGUIÇA


ATOR COADJUVANTE

Emilio Farias - ENCANTO ZUMBI
Frederico Vasques - OS HOMENS DO TRIÂNGULO ROSA
Bruno Cardoso - QUAL A DIFERENÇA ENTRE O CHARME E O FUNK?
Bruno Fernandes - QUAL A DIFERENÇA ENTRE O CHARME E O FUNK?
Gustavo Susin - OS HOMENS DO TRIÂNGULO ROSA 
Henrique Leal - MACBODAS: TEQUILA, GUACAMOLE Y ALGO MÁS

ATOR

Gil Collares - ENCANTO ZUMBI
Marcelo Adams - OS HOMENS DO TRIÂNGULO ROSA
Francisco Gick - MACBODAS: TEQUILA, GUACAMOLE Y ALGO MÁS
Daniel Gustavo - O HOMEM MAIS SÉRIO DO MUNDOe UMBIGO
Leo Bello - UMBIGO

ATRIZ

Nathália Barp - MACBODAS: TEQUILA, GUACAMOLE Y ALGO MÁS
Carol Oliveira - O MÉDICO QUE RECEITAVA LIVROS
Bruna Immich - UMBIGO
Renata Severo - UM CONTO PARA UM REI TONTO
Anelise Karmas - PÃO COM LINGUIÇA


DRAMATURGIA

Coletivo Errática - MACBODAS: TEQUILA, GUACAMOLE Y ALGO MÁS
Marcelo Adams - OS HOMENS DO TRIÂNGULO ROSA
Totonho Lisboa - O MÉDICO QUE RECEITAVA LIVROS
Fábio Castilhos - UMBIGO
Thiago Pirajira, Bruno Fernandes, Bruno Cardoso, Camila Falcão, Kyky Rodrigues, Laura Lima, Manuela Miranda e Silvana Rodrigues - QUAL A DIFERENÇA ENTRE O CHARME E O FUNK?

DIREÇÃO

Gil Collares - ENCANTO ZUMBI
Margarida Peixoto - OS HOMENS DO TRIÂNGULO ROSA
Tiago Pirajira - QUAL A DIFERENÇA ENTRE O CHARME E O FUNK?
Jezebel de Carli e Coletivo Errática - MACBODAS: TEQUILA, GUACAMOLE Y ALGO MÁS
Caroline Falero - UMBIGO

ESPETÁCULO

ENCANTO ZUMBI
OS HOMENS DO TRIÂNGULO ROSA
QUAL A DIFERENÇA ENTRE O CHARME E O FUNK?
MACBODAS: TEQUILA, GUACAMOLE Y ALGO MÁS
UMBIGO


Gero Camilo - Melhor Ator 2014 "C Casa Amarela"

TEATRO NACIONAL

MAQUIAGEM
Traço Cia. de Teatro - AS TRÊS IRMÃS
Marco Andre Nunes - Edypop


DESIGN GRÁFICO/IDENTIDADE VISUAL
Traço Cia. de Teatro - AS TRÊS IRMÃS
Roberta de Freitas - IRMÃOS DE SANGUE
Anderson Leão - PROIBIDO ELEFANTES
Espanca! - CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO


FOTOGRAFIA DE CENA
Renato Mangolin - IRMÃOS DE SANGUE
Rodrigo Sena - PROIBIDO ELEFANTES
Cia. Traço - AS TRÊS IRMÃS
Guto Muniz - CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO
Alex Hermes - AVENTAL TODO SUJO DE OVO


TRILHA SONORA
Felipe Storino - EDYPOP
Jânio Tavares - AVENTAL TODO SUJO DE OVO
Toni Gregório - PROIBIDO ELEFANTES
Cassiano Vedana, Gabriel Junqueira Cabral, Mariella Murgia e Neno Miranda - AS TRÊS IRMÃS
Fernando Mota - IRMÃOS DE SANGUE


ILUMINAÇÃO
Renato Machado - EDYPOP
Jânio Tavares - AVENTAL TODO SUJO DE OVO
Ronaldo Costa - PROIBIDO ELEFANTES
Nadja Naira - CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO
Ivo Godois - AS TRÊS IRMÃS
Bertrand Perez e Artur Luanda Ribeiro - IRMÃOS DE SANGUE


CENOGRAFIA
Fernando Mello da Costa - EDYPOP
Jânio Tavares e Wanderley Peckovski  - AVENTAL TODO SUJO DE OVO
André Curti e Artur Luanda Ribeiro - IRMÃOS DE SANGUE
Giradança - PROIBIDO ELEFANTES
Cia. Traço de Teatro - AS TRÊS IRMÃS

FIGURINO
Marcelo Marques - EDYPOP
Loris Haas - PROIBIDO ELEFANTES
Traço Cia. de Teatro - AS TRÊS IRMÃS
Natacha Belova - IRMÃOS DE SANGUE



ATRIZ COADJUVANTE 
Isadora Medella - EDYPOP
Laura Araújo - EDYPOP
Zizi Telécio - AVENTAL TODO SUJO DE OVO
Rita Cidade - AVENTAL TODO SUJO DE OVO
Gláucia Vandeveld - CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO
Raquel Iantas - IRMÃOS DE SANGUE

ATOR COADJUVANTE
Jorge Caetano - EDYPOP
Jandir Ferrari - EDYPOP
Edceu Barbosa - AVENTAL TODO SUJO DE OVO
Marcelo Castro - CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO
Alexandre de Sena - CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO
Daniel Leuback - IRMÃOS DE SANGUE


ATOR
Remo Trajano - EDYPOP
João Velho- EDYPOP
ÁLVARO DANTAS - PROIBIDO ELEFANTES
Marconi Araújo - PROIBIDO ELEFANTES
Rodrigo Minotti - PROIBIDO ELEFANTES
Marcelo Bones - CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO
André Curti - IRMÃOS DE SANGUE
Artur Luanda Ribeiro - IRMÃOS DE SANGUE


ATRIZ
Letícia Spiller - EDYPOP
Joaquina Carlos - AVENTAL TODO SUJO DE OVO
Débora de Matos - AS TRÊS IRMÃS
Greice Miotello - AS TRÊS IRMÃS
Paula Bittencourt - AS TRÊS IRMÃS



DRAMATURGIA
Pedro Kosovski - EDYPOP
Marcos Barbosa - AVENTAL TODO SUJO DE OVO
Marianne Consentino - AS TRÊS IRMÃS
André Curti e Artur Luanda Ribeiro - IRMÃOS DE SANGUE
Grace  Passô - CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO


DIREÇÃO
Marco André Nunes - EDYPOP
Jânio Tavares - AVENTAL TODO SUJO DE OVO
Clébio Oliveira e Anderson Leão - PROIBIDO ELEFANTES
Marianne Consentino - AS TRÊS IRMÃS
André Curti e Artur Luanda Ribeiro - IRMÃOS DE SANGUE


ESPETÁCULO
EDYPOP
AVENTAL TODO SUJO DE OVO
PROIBIDO ELEFANTES
AS TRÊS IRMÃS
IRMÃOS DE SANGUE


A lista da seleção do autor do blog será divulgada no dia 30/12.

domingo, 28 de setembro de 2014

A LÁ PUCHÁ! UMA COMÉDIA GAÚCHA (RS)


A lá puchá!Tradicionalismo em cena

"A lá pucha" Uma comédia gaúcha" já explicita no título a que veio: fazer rir construindo todo o seu enredo a partir da expressão "A lá puchá!" e tem o simples intuito de fazer comédia. Baseado nesta premissa o espetáculo cumpre muito bem o papel a que se destina. A dramaturgia de Rafael Barcellos se sustenta através de uma disputa entre Mariana e seus dois pretendentes que precisam passar pela aprovação de seu pai Juca das Flores para conquistar o coração da jovem. O espetáculo é essencialmente uma comédia de costumes, onde faz uma análise comportamental dos personagens focado nas relações humanas e no contexto social. Temos aqui tipicas figuras do imaginário gaudério: o pai extremamente conservador que cuida da filha que é frágil e sem voz ou autonomia, os dois pretendentes gaúchos que se utilizam de todas suas qualidades (ou não) para conquistar o coração da menina e até mesmo a presença de uma comadre fofoqueira, figuras pertencentes ao folclore dos pampas.
O elenco do espetáculo é desequilibrado, sendo que a força está centrada nas figuras masculinas, tanto nas atuações quanto na dramaturgia, pois a mulher no espetáculo está relegada a segundo plano, sendo que as interpretações de Analu Bastos e de Vianês Amaral está muito aquém do elenco masculino. E aqui cabe uma questão: porque tanto na dramaturgia e no trabalho de atuação está força é desequilibrada?   Pois a narrativa já reforça uma série de questões que não engrandecem a figura feminina e ainda por cima estas figuras são apagadas? Penso que poderia se subverter isso, repensando o papel das mulheres dentro do espetáculo, e fortalecendo esta relação.
Quanto ao elenco masculino, penso que conseguem criar um jogo muito interessante, ágil e que consegue comunicar muito bem. Destaque para a figura construída pelo ator Édi Terra na figura de Juca das Flores, uma figura forte e imponente. 
A direção de Rafael Barcellos é eficiente, e consegue articular todos os elementos da encenação, devendo atentar apenas para o uso excessivo da trilha sonora em alguns momentos e de repensar a função do cenário, cuidando para não ser apenas ilustrativo. 
Com tudo isso "A lá puchá!" é um espetáculo com um apelo popular muito forte, que consegue agradar em cheio a todos espectadores, pela identificação imediata que tem ao trazer a cena questões do tradicionalismo gaúcho, e acima de tudo com boas soluções cênicas. Vida longa ao espetáculo!

Diretor: Rafael Barcellos
Autor: Rafael Barcellos
Operador de Som: Rafael Barcellos
Criador da trilha sonora: Rafael Barcellos
Operação de luz: Léo Bizarro
Criador da iluminação: Léo Bizarro
Maquiador: Grupo
Criador da maquiagem: Grupo
Figurinista: Daniel Machado
Cenógrafo: Daniel Machado & Édi Terra
Elenco: 
Vianês Amaral
Analu Bastos
Léo Cardoso
Daniel Machado
Édi Terra