quinta-feira, 31 de maio de 2018

O SERTÃO EM MIM (RS)

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Adaptação ousada e particular de Guimarães Rosa

por Diego Ferreira

O espetáculo "O sertão em mim" faz uma adaptação muito particular da obra "Grande Sertão: Veredas" de Guimarães Rosa. O título do espetáculo já detona a essência do projeto: o sertão segundo a visão da sua interpréte e convenhamos que a atriz Nina Eick está entregue de forma magistral no solo dirigido por Fernando Kike Barbosa. A epopéia de Guimarães Rosa corporificada através de uma dramaturgia que é calcada no minimalismo, ou seja, o que está em cena é o essencial para que o espectador possa comprender a magnitude da obra literária. E a produção consegue alcançar ótimos resultados principalmente pela força de Nina aliada as animações criadas pelo artista Kiko Mello que pela expressividade e bom uso consegue ser um personagem a mais em cena. A tríade iluminação, trilha Sonora e animação conseguem acrescentar tamanha qualidade a cena permitindo que o trabalho de direção e atuação se potencializem de modo que nenhum se sobressaí mais do que o outro, pois o que está no centro é Guimarães Rosa.
Nina Eick através de sua interpretação consegue transitar entre narração e personagem, oscilando fisicalidade e oralidade sem perder jamais a sua presença que magnetiza o espectador. Credito isso a direção de Fernando Kike Barbosa, pois são claras as marcas precisas em que a atriz impõe o seu jogo, com ritmo e potência. O espetáculo é um solo que demostra um feliz casamento entre direção e atriz além de uma extensa ficha técnica que demostra que a ousadia precisa de trabalho, e trabalho é o que vejo em "O sertão em mim", aliás trabalho de ótima qualidade que pelas dificuldades em transpor o romance para a cena consegue atingir um belo resultado. 


FICHA TÉCNICA
Direção: Fernando Kike Barbosa;
Dramaturgia e concepção: Nina Eick e Fernando Kike Barbosa
Atuação: Nina Eick
Criação de Imagens e animações: Kiko Mello
Iluminação e operação de projeções: Prego
Trilha sonora original: Paulo Arenhart
Figurinos: Julia Santos
Preparação corporal: Juliana Nólibos
Fotos: Rose Pereira
Produção Executiva, Assessoria de Imprensa e Social Media: Gustavo Saul
Coordenação de Produção: Patsy Cecato
Apoio: Espaço N e Coordenação de Artes Cênicas
Realização: Complexo Criativo Cômica Cultural
Duração: 50 minutos
Classificação: 14 anos

domingo, 27 de maio de 2018

GRETA GARBO QUEM DIRIA ACABOU NO IRAJÁ (RS)

Imagem relacionada

Bons resultados e destaque para Antonio Lima

No início dos anos setenta, época em que o texto foi escrito, o Brasil vivia um dos piores períodos de sua história, uma ditadura sufocante e sangrenta que censurava e prendia artistas à mínima suspeita de subversão contra o Regime, pois ainda estávamos sob o chicote do Ato Institucional nº 5, os meios de comunicação eram completamente manipulados e tinha que se tomar bastante cuidado com o que se falava. Diante disso tudo chegamos a montagem gaúcha do texto que se passa na metropóle carioca abordando a solidão. Parto da premissa  que o espetáculo dirigido pela Margarete Scherer não se apropria muito deste contexto histórico em que o autor situa sua narrativa construindo sua direção mais no sentido de evidenciar o glamour decadente externo das personagens do que evidenciar a relação humana e seus conflitos internos.  O espetáculo atinge bons resultados em sua concepção e nas atuações com destaque para Antonio Lima que consegue se apropriar de sua personagem de forma magistral. Antonio brilha em cena, construindo de forma naturalista o seu enfermeiro que tem na figura de Greta Garbo a sua grande inspração. O ator é o grande mérito desta montagem. Gabriel Dieter tem uma boa construção, mas poderia aperfeiçoá-lá no sentido de trazer mais humanidade a seu personagem. Margarete Scherer é uma ótima atriz (já conhecia seu trabalho no espetáculo "Dá licença por favor"), e aqui novamente ela nos dá uma aula de interpretação. Talvez o problema seja que aqui neste trabalho ela tenha que dividir sua atenção entre a atuação e a direção, o que tras alguns problemas para a encenação, sendo que o principal deles na minha opinião é a passagem do tempo, onde um contra-regra entra em cena apenas para trocar alguns adereços. Isso serve para cortar o fluxo das ações que acontecem em cena, desnecessário e que atrapalham na fruição da peça. Trilha sonora, cenário e figurinos estão dentro da concepção que evidenciam uma cafonice que ajudam a construir um clima interessante para o espetáculo.

♦ Ficha Técnica:

Ator: Antonio Lima

Ator: Gabriel Dieter
Atriz/Diretora: Margarete Scherer

Sonoplasta: Cristian Metz

Contra regra: Dejair Krumenan

Iluminadora/Técnica Responsável: Sandra Loureiro

quinta-feira, 24 de maio de 2018

A MULHER ARRASTADA (RS)


E amanhã estreia "A mulher Arrastada" com dramaturgia de Diones Camargo, Direção de Adriane Mottola e com Celina Alcântara e Pedro Nambuco no elenco, dentro da programação do 13º Palco Giratório RS. 
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Por Diego Ferreira[1]
 “A Mulher Arrastada” enquanto dramaturgia surge para dar corpo, voz e atenção a tudo o que vem acontecendo nos últimos dias, surge como um acalanto pós execução da Marielle. É lógico que a escrita surge muito antes deste último fato, mas serve para pensar e refletir, questionar até quando, ou melhor, quantas Cláudias, Marielles, Marias e tantas outras vão perder suas vidas e nada, absolutamente nada irá acontecer.
A escrita de Diones me toca de uma forma intensa, primeiramente, pelo fato de eu ser negro, e me identificar muito com estas memórias, e segundo que a escrita é provocativa, não esbarra no fato da premissa da peça, estar em todas as mídias, o que poderia escorregar e cair em clichês ou até mesmo na criação de uma história melodramática tentando apenas emocionar o leitor/espectador com o drama da pobre vítima Claúdia. Mas graças ao olhar apurado, “A mulher arrastada” é um texto que a começar pela estrutura, eclode o drama assim como ocorre em autores pós-modernos, como Sarah Kane e até mesmo Heiner Müller.
O texto ”A mulher arrastada” é permeado de memórias fragmentárias e inconstantes, ficção e realidade andam juntas, também a dimensão do tempo está desconstruída: não há noção de passado e presente, separação de eu e outro; em caráter de hibridismo (o texto é um poema dramático, narrativo, concreto, e extremamente político); um novo estado de expressão e percepção em uma escrita que é distante da estrutura tradicional de enredo. A fragmentação do sujeito contemporâneo é alcançada esteticamente com a utilização de recursos como as figuras do HOMEM e das SOMBRAS que tem a função de situar os passos de Claúdia, a utilização de uma narrativa não linear, não especificação das personagens e do cenário, distorção do senso de realidade e de tempo.
O trabalho de Diones é um verdadeiro “tour de force” dramatúrgico, e agora fico aqui na expectativa de vê-lo ganhar vida no corpo da Celina Alcântara que é uma intérprete maravilhosa, uma atriz negra que tem na sua força a sua razão de ser e de representar tantos e tantos artistas negros dentro da academia. Em minha opinião não tinha outra atriz a não ser ela, que foi minha orientadora na graduação. Que as palavras deste potente texto possam ecoar e quem sabe transformar o olhar de muitas pessoas para que Claudias e Marieles estejam sempre PRESENTE entre nós!

A MULHER ARRASTADA (RS)

Dias 25 e 26 de maio de 2018 - Sexta-feira  e sábado, ás 21 horas
Galeria La Photo - Travessa da Paz, 44 - Farroupilha - Porto Alegre/RS
Gênero: Teatro Adulto / Classificação: 14 anos / Duração: 55min

Inspirado no caso real ocorrido no Rio De Janeiro em 2014, a peça refaz os últimos momentos de Cláudia Silva Ferreira – mulher, negra, trabalhadora, 38 anos, mãe de 4 filhos biológicos e 4 adotivos – brutalmente assassinada pela Polícia Militar ao sair de casa, no Morro da Congonha, para comprar pão para sua família. Após ser baleada, seu corpo foi atirado às pressas no camburão da viatura e arrastado ainda com vida em meio ao tráfego da capital carioca, sob o olhar horrorizado de motoristas e transeuntes. Valendo-se de uma construção poética que contrapõe o fato verídico ao simbolismo das imagens evocadas, o texto do dramaturgo Diones Camargo mostra a figura trágica de Cacau reivindicando o que durante toda a cobertura jornalística do caso foi aos poucos apagado: o seu nome, elemento este que foi substituído pela impessoal, violenta e cruel alcunha de “Mulher Arrastada”.

Ficha técnica:
Texto: Diones Camargo
Direção: Adriane Mottola
Elenco: Celina Alcântara e Pedro Nambuco
Cenografia: Isabel Ramil e Zoé Degani
Iluminação: Ricardo Vivian
Trilha Sonora Original: Felipe Zancanaro
Fotografia: Regina Peduzzi Protskof
Produção: Francisco Ribeiro
Realização: Diones Camargo e Galeria La Photo e Espaço Cultural
Apoio: Cia/Estúdio Stravaganza


[1] Diego Ferreira é Graduado em Teatro pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul. Professor de Teatro na Unissinos e no La Salle. Diretor do Grupo Skatá. Faz parte da Comissão  Julgadora do Prêmio Açorianos Revelação 2018 e atualmente é membro do Grupo de Estudos em Dramaturgia de Porto Alegre coordenado por Diones Camargo.
Escreve criticas no blog Olhares da Cena http://olharesdacena.blogspot.com.br/

Publicado originalmente no Site CÊNICAS.

domingo, 11 de março de 2018

VENCEDORES DO 8º PRÊMIO VÁLVULA DE ESCAPE/OLHARES DA CENA

TEATRO GAÚCHO
Resultado de imagem para RAMAL 340
Ramal 340:  SOBRE A MIGRAÇÃO DAS SARDINHAS OU PORQUE AS PESSOAS SIMPLESMENTE VÃO EMBORA

MAQUIAGEM
Rudinei Morales - BRECHÓ DA HUMANIDADE

DESIGN GRÁFICO/IDENTIDADE VISUAL
Gianna Soccol - OS DOIS GÊMEOS VENEZIANOS

FOTOGRAFIA DE CENA
Adriana Marchiori - RAMAL 340: SOBRE A MIGRAÇÃO DAS SARDINHAS OU PORQUE AS PESSOAS SIMPLESMENTE VÃO EMBORA

TRILHA SONORA
Fernando Sessé - CAIO DO CÉU

ILUMINAÇÃO
Lucca Simas - RAMAL 340: SOBRE A MIGRAÇÃO DAS SARDINHAS OU PORQUE AS PESSOAS SIMPLESMENTE VÃO EMBORA

CENOGRAFIA
Rodrigo Shalako - RAMAL 340: SOBRE A MIGRAÇÃO DAS SARDINHAS OU PORQUE AS PESSOAS SIMPLESMENTE VÃO EMBORA

FIGURINO
Suzi Martinez  - OS DOIS GÊMEOS VENEZIANOS

ATRIZ COADJUVANTE
Heloisa Palaoro -  PORQUE NÃO DORMIR SEM MEDO?

ATOR COADJUVANTE
Guilherme Ferrêra - OS DOIS GÊMEOS VENEZIANOS

ATOR
Rudinei Morales - BRECHÓ DA HUMANIDADE

ATRIZ
Déborah Finocchiaro - CAIO DO CÉU

DRAMATURGIA
Francisco Gick - RAMAL 340: SOBRE A MIGRAÇÃO DAS SARDINHAS OU PORQUE AS PESSOAS SIMPLESMENTE VÃO EMBORA

DIREÇÃO
Jezebel De Carli - RAMAL 340: SOBRE A MIGRAÇÃO DAS SARDINHAS OU PORQUE AS PESSOAS SIMPLESMENTE VÃO EMBORA


ESPETÁCULO
RAMAL 340: SOBRE A MIGRAÇÃO DAS SARDINHAS OU PORQUE AS PESSOAS SIMPLESMENTE VÃO EMBORA



TEATRO NACIONAL


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Club Noir - LEITE DERRAMADO

DESIGN GRÁFICO/IDENTIDADE VISUAL
Beto Martins e Gabriela Rocha - AUÊ

FOTOGRAFIA DE CENA
Club Noir - LEITE DERRAMADO

TRILHA SONORA
Barca dos Corações Partidos - AUÊ

ILUMINAÇÃO
Licurgo Caseira - SE EU FOSSE IRACEMA

CENOGRAFIA
Roberto Alvim - LEITE DERRAMADO

FIGURINO
Ana Teixeira e Stephane Brodt - SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA

ATRIZ COADJUVANTE
Graciana Valladares OS CADERNOS DE KINDZU

ATOR COADJUVANTE
Cridemar Aquino SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA

ATOR
Thiago Catarino - OS CADERNOS DE KINDZU

ATRIZ
Adassa Martins - SE EU FOSSE IRACEMA

DRAMATURGIA
Laurent Gaudé - SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA

DIREÇÃO
Ana Teixeira e Stephane Brodt - SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA

ESPETÁCULO
SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA




quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

INDICADOS 8º PRÊMIO OLHARES DA CENA/VÁLVULA DE ESCAPE 2017

Espetáculos indicados dos blogs Válvula de Escape e Olhar(es) da Cena referente a temporada 2017!

TEATRO GAÚCHO

MAQUIAGEM
Rudinei Morales - BRECHÓ DA HUMANIDADE


DESIGN GRÁFICO/IDENTIDADE VISUAL
Rafael Sarmento - CAIO DO CÉU
Didi Jucá/Francisco Gick/Luan Silveira - RAMAL 340...
Gianna Soccol - OS DOIS GÊMEOS VENEZIANOS
Vitório Azevedo - PORQUE NÃO DORMIR SEM MEDO?
TrupeZonaTeatro - VIAJANTES DAS GALÁXIAS

FOTOGRAFIA DE CENA
Carolina Desegna - BRECHÓ DA HUMANIDADE
Vitório Beretta - CAIO DO CÉU
Adriana Marchiori - RAMAL 340...
Rodrigo Kão - OS DOIS GÊMEOS VENEZIANOS
Mauricio Quadros - VIAJANTES DAS GALÁXIAS

TRILHA SONORA
ÁlvaroRosaCosta - BRECHÓ DA HUMANIDADE
ÁlvaroRosaCosta - OS DOIS GÊMEOS VENEZIANOS
Fernando Sessé - CAIO DO CÉU
Josué Flach - RAMAL 340...
Sérgio Baiano - VIAJANTES DAS GALÁXIAS

ILUMINAÇÃO
Leandro Roos Pires - CAIO DO CÉU
Lucca Simas - RAMAL 340...
Anilton Souza e Mauricio Moura - OS DOIS GÊMEOS VENEZIANOS
Carlos Azevedo e Casemiro Azevedo -  PORQUE NÃO DORMIR SEM MEDO?
Bathista Freire - VIAJANTES DAS GALÁXIAS

CENOGRAFIA
Rudinei Morales - BRECHÓ DA HUMANIDADE
Rodrigo Shalako - RAMAL 340...
Marco Fronchowiak - OS DOIS GÊMEOS VENEZIANOS
TrupeZonaTeatro - VIAJANTES DAS GALÁXIAS

FIGURINO
Antônio Rabadan - CAIO DO CÉU
Gutavo Dienstmann - RAMAL 340: SOBRE A MIGRAÇÃO DAS SARDINHAS OU...
Suzi Martinez  - OS DOIS GÊMEOS VENEZIANOS
Margarida Rache - VIAJANTES DAS GALÁXIAS

ATRIZ COADJUVANTE
Mani Torres - RAMAL 340
Marlise Damin - OS DOIS GÊMEOS VENEZIANOS
Suzi Martinez - OS DOIS GÊMEOS VENEZIANOS
Heloisa Palaoro -  PORQUE NÃO DORMIR SEM MEDO?
Lisiane Medeiros - PORQUE NÃO DORMIR SEM MEDO?

ATOR COADJUVANTE
Diogo Rigo - RAMAL 340
Guilherme Ferrêra - OS DOIS GÊMEOS VENEZIANOS
Henrique Gonçalves - OS DOIS GÊMEOS VENEZIANOS

ATOR
Rudinei Morales - BRECHÓ DA HUMANIDADE
Gustavo Diestmann - RAMAL 340
Francisco Gick - RAMAL 340
Luciano Pieper - OS DOIS GÊMEOS VENEZIANOS
Jeferson Neves Hertzog - HISTÓRIAS PERVERSAS DO CORAÇÃO HUMANO

ATRIZ
Déborah Finocchiaro - CAIO DO CÉU
Nina Picoli - RAMAL 340...
Guega Peixoto - RAMAL 340
Juliana Barros - OS DOIS GÊMEOS VENEZIANOS
Morgana Rosa - HISTÓRIAS PERVERSAS DO CORAÇÃO HUMANO

DRAMATURGIA
Rudinei Morales - BRECHÓ DA HUMANIDADE
Francisco Gick - RAMAL 340...
Pedro Delgado -  PORQUE NÃO DORMIR SEM MEDO?
Rodrigo Azevedo - HISTÓRIAS PERVERSAS DO CORAÇÃO HUMANO
Fábio Castilhos - VIAJANTES DAS GALÁXIAS

DIREÇÃO
Liane Venturella -BRECHÓ DA HUMANIDADE
Jezebel De Carli - RAMAL 340...
Suzi Martinez - OS DOIS GÊMEOS VENEZIANOS
Rodrigo Azevedo - HISTÓRIAS PERVERSAS DO CORAÇÃO HUMANO
Fábio Castilhos - VIAJANTES DAS GALÁXIAS

ESPETÁCULO
BRECHÓ DA HUMANIDADE
RAMAL 340: SOBRE A MIGRAÇÃO DAS SARDINHAS OU PORQUE AS PESSOAS SIMPLESMENTE VÃO EMBORA
OS DOIS GÊMEOS VENEZIANOS
HISTÓRIAS PERVERSAS DO CORAÇÃO HUMANO
VIAJANTES DAS GALÁXIAS


TEATRO NACIONAL

MAQUIAGEM
Duda Maia - A GAIOLA
Nucleo Bartolomeu de Depoimentos - ANTÍGONA RECORTADA
Amok Teatro - SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA
Club Noir - LEITE DERRAMADO


DESIGN GRÁFICO/IDENTIDADE VISUAL
Fernando Nicolau - SE EU FOSSE IRACEMA
Beto Martins e Gabriela Rocha - AUÊ
Amok Teatro - SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA
Amok Teatro - OS CADERNOS DE KINDZU
Vicka Suarez - LEITE DERRAMADO


FOTOGRAFIA DE CENA
João Júlio Mello (Imatra) - SE EU FOSSE IRACEMA
Teatro de Los Andes - MAR
Daniel Barbosa - SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA
Amok Teatro - OS CADERNOS DE KINDZU
Club Noir - LEITE DERRAMADO


TRILHA SONORA
João Schmid - SE EU FOSSE IRACEMA
Barca dos Corações Partidos - AUÊ
Fábio Simões Soares - SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA
Amok Teatro - OS CADERNOS DE KINDZU
Vladimir Saflate - LEITE DERRAMADO

ILUMINAÇÃO
Licurgo Caseira - SE EU FOSSE IRACEMA
Renato Machado - AUÊ
Gonzalo Callejas e Lucas Achirico - MAR
Renato Machado SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA
Renato Machado - OS CADERNOS DE KINDZU
Domingos Quintilhiano -LEITE DERRAMADO

CENOGRAFIA
Licurgo Caseira - SE EU FOSSE IRACEMA
Barca dos Corações Partidos - AUÊ
Gonzalo Callejas - MAR
Ana Teixeira e Stephane Brodt - SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA
Ana Teixeira e Stephane Brodt - OS CADERNOS DE KINDZU
Roberto Alvim - LEITE DERRAMADO

FIGURINO
Luiza Fradin - SE EU FOSSE IRACEMA
Barca dos Corações Partidos - AUÊ
Ana Teixeira e Stephane Brodt - SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA
Ana Teixeira e Stephane Brodt -  OS CADERNOS DE KINDZU
João Pimenta - LEITE DERRAMADO

ATRIZ COADJUVANTE
Graciana Valladares SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA 
Graciana Valladares OS CADERNOS DE KINDZU
Luciana Lopes SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA
Sol Miranda SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA
Tatiana Tibúrcio SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA

ATOR COADJUVANTE
Cridemar Aquino SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA
Reinaldo Junior SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA
Robson Feire SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA
Sergio Loureiro SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA
Gustavo Damasceno - OS CADERNOS DE KINDZU
Stephane Brodt - OS CADERNOS DE KINDZU


ATOR
Lucas Achirico - MAR
Gonzalo Callejas - MAR
Thiago Catarino - SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA
Thiago Catarino - OS CADERNOS DE KINDZU

ATRIZ
Adassa Martins - SE EU FOSSE IRACEMA
Alice Guimarães - MAR
Ariane Hime - SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA
Tatiana Tibúrcio - OS CADERNOS DE KINDZU
Juliano Galdino - LEITE DERRAMADO

DRAMATURGIA
Fernando Marques - SE EU FOSSE IRACEMA
Teatro de Los Andes - MAR
Laurent Gaudé - SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA
Amok Teatro - OS CADERNOS DE KINDZU
Roberto Alvim - LEITE DERRAMADO


DIREÇÃO
Fernando Nicolau - SE EU FOSSE IRACEMA
Duda Maia - AUÊ
Arístides Vargas - MAR
Ana Teixeira e Stephane Brodt - SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA
Ana Teixeira e Stephane Brodt - OS CADERNOS DE KINDZU
Roberto Alvim - LEITE DERRAMADO


ESPETÁCULO
SE EU FOSSE IRACEMA
AUÊ
MAR
SALINA - A ÚLTIMA VÉRTEBRA
OS CADERNOS DE KINDZU
LEITE DERRAMADO


sábado, 6 de maio de 2017

VENCEDORES DO 7º PRÊMIO VÁLVULA DE ESCAPE/OLHARES DA CENA

Eis a lista dos vencedores da 7º edição do Prêmio Válvula de Escape (2016). Uma homenagem aos trabalhadores cênicos do estado e do Brasil. Aqui não tem entrega de troféu, nem tampouco premiação em dinheiro, apenas uma lembrança aos que se destacaram segundo a opinião do autor do blog. 
O Brasil vive tempos sombrios, na política sobretudo na arte e o reflexo disto é a escassez de espaço para a produção e apresentação de espetáculos cenicos. E por aqui não é diferente, mas a RESISTÊNCIA é o que tem movido os trabalhadores da arte. Por isso um salve a toda a classe artistica e que este ano tudo pode se desenvolver de modo diferenciado com muita arte e projetos para todos.

Vamos aos premiados:

TEATRO GAÚCHO

MAQUIAGEM
Tuti Kerber - BERNARDO E MARIANA

DESIGN GRÁFICO/IDENTIDADE VISUAL
Sandro Ká - GPS GAZA

FOTOGRAFIA DE CENA
Alisson Fernandes - ATÉ O FIM

TRILHA SONORA
Simone Rasslan e Álvaro RosaCosta - DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS

ILUMINAÇÃO
Bathista Freire - DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS

CENOGRAFIA
Kiko Angelin - A MECÂNICA DO AMOR

FIGURINO

Fabrizio Rodrigues - BERNARDO E MARIANA


ATRIZ COADJUVANTE
Angela Spiazzi -  DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS

ATOR COADJUVANTE

Gabriel Picinatto - JOÃO E MARIA E O DESCONHECIDO MUNDO LÁ FORA


ATOR


Cassiano Ranzolin -  DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS

ATRIZ
Margarete Scherer - DÁ LICENÇA POR FAVOR

DRAMATURGIA
Júlio Conte - A MECÂNICA DO AMOR

DIREÇÃO
Zé Adão Barbosa, Carlota Albuquerque e Larissa Sanguiné -  DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS

ESPETÁCULO

DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS



TEATRO NACIONAL



DESIGN GRÁFICO/IDENTIDADE VISUAL

Vitor Bezerra - JACY

FOTOGRAFIA DE CENA

Coletivo As Travestidas - BR TRANS

TRILHA SONORA

Cia Nu Escuro - PITORESCA

ILUMINAÇÃO
Ronaldo Costa - JACY

CENOGRAFIA

Mathieu Duvignaud - JACY

FIGURINO

Rita Alves  - PITORESCA

ATRIZ COADJUVANTE

Adriana Brito - PITORESCA

ATOR COADJUVANTE

Edivaldo Batista- RÉPÉTER

ATOR

Silvério Pereira - BR TRANS

ATRIZ

Quitéria Kelly - JACY

DRAMATURGIA
Henrique Fontes e Pablo Capistrano - JACY

DIREÇÃO
Jezebel de Carli - BR TRANS


ESPETÁCULO
BR TRANS

domingo, 17 de janeiro de 2016

DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS (RS)

Foto: Adriana Marchiori


Qualidade, bom gosto e requinte nos palcos gaúchos

“Dona Flor e seus dois maridos”, abriu a programação do Porto Verão Alegre. Trata-se de uma adaptação e apropriação da obra de Jorge Amado. O espetáculo gaúcho parte de uma das obras mais conhecidas do Brasil. O que diferencia este trabalho das outras linguagens ao qual já fora adaptado:  o cinema, a literatura e a televisão é a apropriação da teatralidade latente e potente vistos no palco. Dirigido por Zé Adão Barbosa, Carlota Albuquerque e Larissa Sanguiné “Dona Flor” destila na cena uma série de sensações provocadas por sons, cores, texturas, aromas e os corpos dos atores provocando no espectador uma verdadeira catarse.
O espetáculo é uma verdadeira homenagem a obra de Jorge Amado, pois os diretores não se contaminaram pela grande oferta de referenciais existentes e já realizados acerca da obra, pelo contrário, souberam criar, cada um a seu modo, uma cena inventiva e poética, recheada de signos e simbologias partindo de elementos muito simples que remetem a vida noturna de Salvador.
A chamada pós modernidade teatral articulou novos padrões de encenação, requisitando do espectador uma percepção centrada nas sensações, ora desconstruindo a fábula, e evitando qualquer significado racional, ora centrado na experiência estética da performance da representação. E é justamente o que acontece neste trabalho. A priori, o espectador já conhece a fábula da narrativa, o triângulo Flor-Vadinho-Teodoro está enraizado na cultura brasileira principalmente pela abordagem televisiva, mas no caso desta encenação o acerto está justamente em colocar em cena um retrato teatralizado através de uma estrutura polifônica,  fazendo da obra de Jorge Amado um meio e não um fim. Cabe salientar que o espetáculo não é uma simples tradução do texto literário, mas um mergulho nas potencialidades que tornam a cena inventiva a cada quadro.
A trilha sonora do espetáculo é um dos elementos que contribuem para que esta estrutura polifônica funcione muito bem. A direção musical de Simone Rasslan e Álvaro RosaCosta é um dos destaques da encenação, demonstrando mais uma vez a qualidade destes profissionais. Recheada de canções autorais e clássicos de domínio público que incluem samba, valsa, tango entre outros, interpretados ao vivo pelos atores e com acompanhamento instrumental da própria Simone Rasslan e de Kiti Santos. Qualidade, bom gosto e requinte que nos reportam para a Bahia, seu folclore e sua cultura.
Outro destaque é a estética da montagem com seu cenário de Paulo Pereira, que a priori é muito simples, mas que a direção soube aproveitar muito bem. Uma mesa, algumas janelas com seus ladrilhos, tecidos, um lustre (e que belo lustre!) e uma infinidade de possibilidades que transportam o espectador a outros lugares. A cena inicial é de uma beleza rara. A iluminação de Bathista Freire é uma das mais lindas que já vi, pois consegue criar ambientes e texturas diferenciadas, dialogando o tempo todo com a obra. Ora com cores vibrantes, ora limitando espaços, deixando claramente sua marca. Zé Adão Barbosa assina também os figurinos que além de numerosos, são ricos em detalhes, com seus adereços e perucas coloridas, que dão um tom divertido as cenas.
Mas sem sombra de dúvida, o elenco é a força motriz deste espetáculo. Cassiano Ranzolin é muito feliz na personificação de seu Vadinho, um ator com uma disponibilidade e malemolência que o personagem pede, canta, dança e encanta em cena. Uma grande aposta dos diretores e consegue alcançar um resultado admirável em cena. Kaya Rodrigues é Dona Flor e traz ao palco a força da mulher, sua sensualidade e dualidade necessária para gravitar ora no mundo de Vadinho, ora no universo de Teodoro, creio que durante as próximas apresentações essa personagem ganhará ainda mais vida no corpo/alma desta linda atriz. Tom Peres é uma grata revelação, pois consegue tirar o máximo de proveito de seu personagem, construindo um modo de se expressar e deslocar em cena que cativa o espectador, realmente uma grande aposta desta montagem. Angela Spiazzi acompanho através das montagens do Terpsí e já admirava muito toda a sua expressividade, mas atuando e cantando ainda não a tinha visto, e confesso que me surpreende muito, positivamente. Suas participações além de serem pontuais, são cômicas e enérgicas, trazendo toda sua potencialidade expressiva para a personificação de suas personagens, seu corpo sempre em desequilíbrio chama para si o foco sempre que está em cena. Giovana de Figueiredo é outro nome que é destaque, que atriz maravilhosa que os diretores têm em mãos, tem um tom perfeito de comédia, simplesmente irretocável, um grande prazer de ver em cena. Léo Maciel e Álvaro RosaCosta, dois nomes já reconhecidos dos nossos palcos contribuem e muito para a condução do espetáculo, RosaCosta com sua perfeita emissão vocal e sua figura simpática, assim como Maciel que com uma garra constrói personagens potentes, que no canto faz tremer o espectador. Emilio Farias sempre com sua presença carismática e aqui surpreende por sua capacidade vocal, Maya Rodrigues mais uma aposta, pois é segura e tem força nas suas construções e Bruno Pontes é mais um que se revela e mostra a que veio. Ou seja, elenco afiadíssimo revelando novos atores que constroem um espetáculo repleto de méritos. Bravo!!! Produção cuidadosa que merece ser vista e revista por todos aqueles que amam o bom teatro. Vida longa a “Dona Flor e seus dois maridos”! Vida longa a produção e a todos os seus realizadores!


Dona Flor e seus Dois Maridos
Texto: Jorge Amado
Elenco: Kaya Rodrigues, Cassiano Ranzolin, Tom Peres, Álvaro RosaCosta, Giovana de Figueiredo, Maya Rodrigues, Leo Maciel, Angela Spiazzi, Bruno Pontes e Emílio Farias
Musicistas: Simone Rasslan (voz e piano) e Kiti Santos (flauta e cello)
Direção: Zé Adão Barbosa, Carlota Albuquerque e Larissa Sanguiné
Direção musical, trilha sonora original e arranjos: Simone Rasslan e Álvaro RosaCosta
Direção de produção: Joice Rossato
Iluminação: Bathista Freire
Assistência de iluminação : Daniel Fetter
Vídeos: Daniel Jainechine
Figurino: Zé Adão Barbosa
Trilha pesquisada: Simone Rasslan e Zé Adão Barbosa
Letras: Ronald Augusto, Denise Martins e Álvaro RosaCosta
Cenotécnico: Paulo Pereira
Assistência de cenotécnica: Jony Pereira
Operação de som: Beto Chedid
Consultoria técnica de som: Marcelo Bullum
Fotografia: Tom Peres
Fotografia de cena: Adriana Marchiori
Assessoria de imprensa: Liane Strapazzon
Produção executiva: Ana Cristina de Oliveira
Confecção do lustre: Daniel Jainechine
Preparação musical: Simone Rasslan
Costureiras: Almeri Souza, Mari Falcão, Maria Vilma Rossato
Passadeira: Carol Ferraz
Contraregra: Carol Ferraz, Gustavo Dienstmann e Jony Pereira
Aderecista de cabeça: Gustavo Dienstmann
Aderecista: Dinara Dorneles
Projeto gráfico: Daniel Jainechine
Diagramação: pH ácido | Criação e Cultura
Produção: Aresta Cultural
Realização: Casa de Teatro




quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

DESTAQUES DO 6º PRÊMIO OLHARES DA CENA/VÁLVULA DE ESCAPE

E chegou o momento de revelar quais foram os destaques dos blogs Válvula de Escape e Olhar(es) da Cena no teatro em 2015. Como já expliquei em outras postagens, trata-se apenas de homenagear aqueles profissionais que, no meu ponto de vista, merecem ser destacados neste ano que está findando. 
Tenho fixação em criar listas, e desde 2010 faço esta brincadeira saudável e destacar o que assisti e realmente me chamou atenção. Então vamos conhecer os destaques da 6ª edição do Prêmio Válvula de Escape. Parabéns a todos os profissionais.

HOMENAGEM ESPECIAL
2015 foi um ano de perdas nos palcos gaúchos, portanto gostaria de homenagear duas figuras que foram alicerces das artes cênicas. Lúcia Bendati e Hermes Bernardi Jr., nossos aplausos são seus.

LÚCIA BENDATI


HERMES BERNARDI JR.



E os destaques são: 
TEATRO GAÚCHO

MAQUIAGEM


Aldo Júnior Freitas e Gustavo Diestmann
 MACBODAS: TEQUILA, GUACAMOLE Y ALGO MÁS

DESIGN GRÁFICO/IDENTIDADE VISUAL

Marcel Trindade - O homem mais sério do mundo
FOTOGRAFIA DE CENA

Luciane Pires Ferreira - Os homens do triângulo Rosa

TRILHA SONORA
Candido Castro Gian Becker Israel Silva de Oliveira Daniel Fraga Tambor falante - Encanto Zumbi


ILUMINAÇÃO
Eduardo Kraemer - Cadarço de Sapato ou Ninguém está acima da redenção


CENOGRAFIA
Alexandre Navarro - Cadarço de Sapato ou Ninguém está acima da Redenção


FIGURINO
Antônio Rabadan - Os homens do triângulo Rosa

ATRIZ COADJUVANTE
Gisela Habeyche Os homens do triângulo Rosa


ATOR COADJUVANTE
Emílio Farias - Encanto Zumbi



ATOR

Marcelo Adams - Os homens do triângulo Rosa



ATRIZ
Nathália Barp - Macbodas - Tequila, guacamole y algo más


DRAMATURGIA
Thiago Pirajira, Camila Falcão, Bruno Cardoso, Bruno Fernandes, Kyky Rodrigues, Laura Lima, Manuela Miranda e Silvana Rodrigues 
 Qual a diferença entre o charme e o funk?


DIREÇÃO
Margarida Peixoto - Os homens do triângulo Rosa


ESPETÁCULO

Qual a diferença entre o charme e o funk?




TEATRO NACIONAL

PRÊMIO ESPECIAL
Sérgio Penna - bailarino CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO


MAQUIAGEM
Traço Cia. de Teatro - AS TRÊS IRMÃS


DESIGN GRÁFICO/IDENTIDADE VISUAL
Roberta de Freitas - IRMÃOS DE SANGUE


FOTOGRAFIA DE CENA
Renato Mangolin - IRMÃOS DE SANGUE

TRILHA SONORA

Felipe Storino - EDYPOP


ILUMINAÇÃO
Bertrand Perez e Artur Luanda Ribeiro - IRMÃOS DE SANGUE



CENOGRAFIA
André Curti e Artur Luanda Ribeiro - IRMÃOS DE SANGUE



FIGURINO

Natacha Belova - IRMÃOS DE SANGUE


ATRIZ COADJUVANTE 
Rita Cidade - AVENTAL TODO SUJO DE OVO


ATOR COADJUVANTE
Edceu Barbosa - AVENTAL TODO SUJO DE OVO


ATOR/BAILARINO
Marconi Araújo - PROIBIDO ELEFANTES


ATRIZ
Débora de Matos, Greice Miotello e  Paula Bittencourt - AS TRÊS IRMÃS

DRAMATURGIA
Marcos Barbosa - AVENTAL TODO SUJO DE OVO


DIREÇÃO
André Curti e Artur Luanda Ribeiro - IRMÃOS DE SANGUE


ESPETÁCULO
PROIBIDO ELEFANTES